segunda-feira, 30 de novembro de 2009

O DEM, ex-PFL, ex-Arena, vai agonizando em público

Do blog do Sakamoto

Creio que a tendência no Brasil é a do afunilamento do número de partidos relevantes a quatro ou cinco, tal como muitas democracias européias. Os menores continuariam existindo, mas sempre gravitando em torno desses para fazer contrapeso – ideológico, programático ou fisiológico. Há quem defenda que teremos apenas dois ou três grandes, mantendo os demais dentro do jogo, mas com uma importância restrita, como nos Estados Unidos ou na Inglaterra. Hoje, o mais lógico seria falar de uma polarização PT/PSDB, com o PMDB balançando a sabor do vento. Mas fico imaginando que, se adotássemos o voto distrital, talvez a polarização fosse PT/PMDB pela capilaridade de ambos, ainda que este último não seja um partido, mas uma federação deles.
Como agrupamento político que manteria a relevância, sempre colocavam o DEM, ex-PFL, ex-Arena, que sobreviveria por ser um partido com uma bandeira ideológica (conservadora) bem delimitada e, portanto, com um público a representar. Por exemplo, há deputados e senadores, críticos do sistema de combate à escravidão contemporânea no Brasil, que já receberam apoio de fazendeiro flagrado cometendo o crime. Na minha opinião, eles não receberam o apoio PARA defender essa bandeira mas POR defender essa bandeira, entre outras. O resultado poder ser o mesmo, mas é uma grande diferença.
De qualquer forma, esse antigo naco de sustentação da ditadura militar foi minguando, minguando, diminuindo em importância em eleitos no Executivo. E se não se agarrasse com todas as forças ao PSDB, hoje seria praticamente nada. Ou alguém acha que, sem a ajuda do seu padrinho José Serra, Kassab teria sido eleito prefeito de São Paulo?
Hoje, seu único governador, José Roberto Arruda (DF), está na corda bamba, aparecendo em vídeo recebendo pacote de dinheiro. Justifica que o objetivo era fazer a alegria dos pobres sem-panetone. Segundo a Polícia Federal, os recursos serviriam para pagar uma espécie de “mensalão do DEM”. Se esse fosse o único problema do partido, seria facilmente resolvido. Mas não é.
Temos visto alguns colunistas desesperados, que saem a público sem os devidos pudores e dão dicas ao DEM: olhe, não ataque o governador Serra; não aumente os impostos em São Paulo; não defenda o desmatamento tão perto da Cúpula de Copenhague; não critique desoneração tributária em móveis e eletrodomésticos, chamando sofá e geladeira de artigos de luxo, porque isso pega mal na véspera de eleição; cuidado com a demofobia; troque o coronelismo por uma outra forma de política… Mas como nem todo mundo ouve, vira e mexe aparece um parlamentar do partido atirando a esmo ou fazendo besteira. No final, o ato impensado fica registrado como mais uma tentativa de suicídio de um partido que trocou de nome mas não conseguiu se adaptar aos novos tempos.
A agonia pública de um partido deveria ser chorada pela perda de pluralidade política em uma democracia. Mas, tendo em vista a longa lista de serviços prestados à nação pelo DEM/PFL/Arena, não consigo derramar uma só gota.

Testemunha de acusação contra suspeito de assassinato de irmã Dorothy sofre atentado


Da Agência Brasil


Brasília - Uma das principais testemunhas de acusação contra um dos investigados pelo assassinato da irmã Dorothy Stang sofreu um atentado no último dia 26, no município de Anapu, no Pará. Apesar de ter levado diversos tiros nas pernas, na cabeça e na boca Roniery Bezerra Lopes não morreu, e está em estado grave, internado em um hospital da região. A informação foi passada hoje (28) à Agência Brasil pela irmã Jane Dwyer, da mesma congregação da irmã Dorothy.


O atentado foi cometido menos de três horas após Roniery ter recebido intimação da Justiça para ser testemunha de acusação contra Regivaldo Pereira Galvão, no caso que investiga fraudes, uso de laranjas e falsificação de documentos para esconder a grilagem do Lote 55, local onde a irmã Dorothy foi assassinada e centro dos conflitos agrários na região. Durante o julgamento pela morte da irmã Dorothy, Regivaldo havia alegado não ter nenhum tipo de vínculo com o Lote 55. No entanto, em 2008 ele passou a dizer ser o dono do lote, apresentando à Polícia Federal diferentes versões sobre como teria adquirido as terras. Um inquérito foi aberto e a PF acabou comprovando a falsificação documental, o que levou à abertura de novo processo em fevereiro de 2009 contra Regivaldo, para quem Roniery trabalhava.



Apesar de ainda não ter sido notificado sobre atentado, a assessoria do Ministério Público Federal (MPF) no Pará informou que Roniery participava das negociações envolvendo a área. Muitos detalhes sobre o atentado ainda precisam ser esclarecidos. Apenas a irmã Jane se dispôs a dar detalhes, a partir de conversas que teve com outras pessoas.


“Ele [Roniery ] recebeu a intimação entre as 18 e 19 horas, e o atentado ocorreu por volta das 21 horas”, explica a irmã Jane. “A informação que tive foi de que foram muitos disparos afetando inclusive a espinha. Quanto ao tiro na boca, é uma prática comum daqui para passar uma mensagem clara a quem faz denúncias”, acrescenta a religiosa que, assim como Dorothy, tem origem norte-americana. Irmã Jane disse que, no momento do atentado, Roniery estava acompanhado de uma mulher uma criança. “Parece que era a esposa dele, que também levou um tiro mas, ao que fui informada, ela não corre risco de vida. A criança fugiu e se escondeu no matagal". A religiosa disse, ainda, ter sido polícia quem o levou ao hospital.
Para evitar novos atentados o nome do hospital não foi informado.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Caetano atacou a desonestidade da Veja; O Globo fez que não ouviu

Do Portal Vermelho
Por André Cintra
Classificando os articulistas da Veja como “desonestos”, o cantor e compositor baiano citou um caso exemplar da desmoralização pela qual passa a publicação da Editora Abril, da família Civita. O episódio ocorreu em setembro de 2005, quando Veja publicou uma matéria desaforada contra o DJ norte-americano Moby. “Ele diz tanta besteira que até parece o brasileiro José Miguel Wisnik — aquele sujeito que acredita que o termo ‘Big Bang’ é uma apropriação anglo-saxã da origem do universo”, escreveu Sérgio Martins na revista.
Wisnik, no entanto, jamais teceu qualquer comentário do gênero sobre a expressão “Big Bang”. A tal “apropriação” a que Veja se refere foi feita, na realidade, por Caetano, que escreveu para a revista e corrigiu as informações. Além de a carta nunca ter sido publicada, Veja voltou a atribuir a “apropriação” a Wisnik mais duas vezes. “Nunca mudaram, são desonestos. Eu não falo com eles. Outras coisas houve antes, mas essa é inacreditavelmente canalha”, resume Caetano, na entrevista.
O cantor também faz um alerta sobre “toda essa crítica à esquerda, ao governo Lula, tudo aquilo que você vê na Veja”. Segundo Caetano, “a classe média instruída brasileira não lê direito a Veja, não acredita tanto. Mas a medianamente instruída se pauta muito por uma possível honestidade jornalística daquele veículo. Esse gente precisa ser avisada de que não há, nem de longe, sombra de honestidade naquilo”.
Confira abaixo o trecho omitido da entrevista de Caetano.

Jorge Bastos Moreno – Você tem muita inimizade dentro da música?
Caetano Veloso – Não tenho. Mesmo o Geraldo Vandré — que foi a única briga que eu tive propriamente dessa maneira, naquela altura... Quando eu estava já exilado em Londres, ele foi me visitar. Choramos juntos, estava nevando, conversamos um bocado. Depois que ele voltou pro Brasil, já estive com ele algumas vezes. Mas já faz algum tempo que ele se afastou.
JBM – O Fagner, você não dá muita atenção às criticas dele?
CV – O Fagner, eu reagi numa outra (ocasião)... Mas de vez em quando eu encontro ele. Toda vez que eu encontro com ele, a gente conversa, ri, brinca. Mas curiosamente ele é sempre convidado por órgãos da imprensa... Quando eles querem brigar comigo, chamam o Fagner, entendeu?A Veja, uma vez, botou o Fagner nas “Páginas Amarelas”. Porque a Veja tinha sido violentamente desonesta comigo e com o José Miguel Wisnik, fez coisa assim, de uma calhordice explícita, entendeu?
JBM – Qual era o episódio mesmo?
CV – O episódio é tremendo, é comprido de contar. É muita coisa ruim, insistentemente, cinicamente, acintosamente desonesta e ruim, feita abertamente. É o seguinte... Um dia, eu abri a Veja, estava escrito assim: Moby (sabe aquele músico eletrônico americano?) é quase tão chato quanto Wisnik.
Mas eu pensei: o que será que tem Moby a ver com Wisnik?Aí, no texto, assinado por Sérgio Martins — um daqueles idiotas que escrevem na Veja —, dizia assim: “Moby sai pelo mundo pedindo desculpas porque, como americano, ele tem como presidente George W. Bush”. O Moby fazia isso no show dele. Aliás, eu acho que fez muito bem em fazer.
Se eu fosse americano, eu faria a mesma coisa, porque Bush era horrível mesmo. Então ele (Moby) era americano, tinha direito de fazer.Então o sujeito diz assim: “Ele disse isso inclusive na Venezuela”. O Hugo Chávez ainda não havia tomado nenhuma decisão muito nitidamente antidemocrática — como de uma certa forma foi tomando, pouco a pouco, ou tenta tomar. De todo modo, era um presidente eleito, tinha passado por um plebiscito, em que ele tinha ganho. Enfim, não dava para dizer que o Moby não podia dizer que era contra Bush na Venezuela porque Hugo Chávez era pior.
Mas, por mim, problema do direitismo grosseiro da Veja, que o articulista de música popular quer agradar. É da linha editorial, mas o cara tem que agradar os superiores. Era isso, uma coisa assim. Mas tudo bem. Por mim, eu não tenho nada com isso. Não sou nem de esquerda para ter raiva disso, só por isso. Acho errado, mas tudo bem. Pobre, malfeito, desonesto, mas problema deles.
Mas fiquei me perguntando: o que que o Zé Miguel Wisnik tem a ver com isso? Aí eles seguiam o negócio e diziam assim: “Pior do que isso só o José Miguel Wisnik, que disse que o 'Big Bang' era uma expressão da língua inglesa — e que, por isso, mostra a dominação da língua inglesa, não sei o quê...”.
Bom, esse pensamento sobre o “Big Bang” era meu, assinado, entende? Está no encarte do disco A Foreign Sound — você pode ir lá na loja e ler. Eu escrevi em inglês, aliás — depois eu mesmo traduzi para o português. Mas o texto original foi feito em inglês e nasceu do seguinte: eu li uma declaração do cientista (Fred Hoyle), em inglês, que criou o termo “Big Bang” para a teoria.
Outros cientistas tinham bolado vários nomes técnicos, complicados, e ele falou: “Não, tem que se chamar ‘Big Bang’, porque vai tomar conta da mente de todo mundo. É uma expressão bem inglesa, curta, sintética, vai se popularizar”. E ele se orgulhava disso — eu li a entrevista dele, entendeu? Aos 80 anos, esse cientista inglês, já não concordava com a teoria do “Big Bang”. Ele morreu contra, dizendo que a teoria estava errada. Cientificamente, ele não aprovava mais a teoria do “Big Bang” — mas se orgulhava, dizia ele, de ter cunhado o termo que fez tanto sucesso.
Então eu, comentando isso — porque eu fiz um disco com canções inglesas —, disse assim: “A língua inglesa está em toda parte. Não apenas nos filmes de ficção científica. Nas galáxias mais distantes, os seres mais esquisitos falam inglês, como até o nascimento do universo ficou ligado a uma expressão de língua inglesa, da qual o cientista se orgulha tanto”. Na verdade, ele não resistiu, porque “Big Bang” é muito parecido com “big mac”. É tão cultura pop americana que pegou — e ele se orgulha. Isso é para a gente ver a onipresença da língua inglesa, entendeu?
Bom, eu e o Zé Miguel fomos convidados pelo grupo Corpo para fazer a música. E fizemos um negócio chamado Onqotô — que é “onde que eu estou?”, em “mineirês”, e que era como se fosse uma pergunta a respeito de nossa situação diante do universo. Toda a temática do negócio era esse. Então eu e ele, dando entrevista, mencionamos essa coisa que eu já tinha escrito a respeito do “Big Bang”, entendeu?
Aí o cara da Veja botou como se fosse uma ideia do Zé Miguel “ridícula” e “pior do que o Moby ter dito que o Bush era uma vergonha”. Eu achei uma coisa um pouco forçada. De onde saiu isso? Aí perguntei ao Zé Miguel: “Por que isso?”. E o Zé Miguel: “Não sei, porque outro dia já saiu um negócio na Veja...”.
Aí foram me mostrar um negócio contra o Zé Miguel, contra o livro do Zé Miguel, um livro que o Zé Miguel tinha escrito. Um livro, aliás, muito bom, que tinha um negócio sobre Machado de Assis que era lindo e que eles esculhambaram na Veja — principalmente aqueles “intelectuais” que escrevem na Veja. Jerônimo Teixeira, não sei, odeia Zé Miguel — acha que tem que combater qualquer pessoal da USP ligado à esquerda. Eu não sei que porcaria é.
Aí eu peguei, como eu vi tudo isso, e escrevi uma carta pequena para a Veja, dizendo: “O texto sobre o ‘Big Bang’ é meu, está na contracapa do disco. O Hugo Chávez não é um ditador, o Zé Miguel...”. Uma coisa curta assim, mas bem...
JBM – Bem incisiva?
CV – Bem incisiva. E mandei. A Veja não publicou a minha carta.
JBM – Que coisa...
CV – Não publicou a minha carta... E eles repetiram, porque eles botaram naquele “Veja essa” (seção de frases da Veja), botaram a frase e botaram embaixo “José Miguel Wisnik, a frase mais ridícula desde a explosão do Big Bang”, um negócio assim.
JBM – Que coisa...
CV – Eles repetiram isso três vezes, mesmo eu mandando a carta. Eu botei no Blog do Noblat — eu mandei a carta que eu tinha escrito e um comentário contando tudo isso e dizendo como era absurdo. Eles mantiveram, repetiram três vezes. Quando foi o número anual do Ano-Novo, aquele número dourado, aquele negócio cafona que eles fazem, aí repetiram outra vez — “José Miguel Wisnik...”.
Nunca mudaram, são desonestos. Eu não falo com eles. Outras coisas houve antes, mas essa é inacreditavelmente canalha. Eu faço questão... Aí eu fico exaltado, entendeu? Num caso desse, eu fico exaltado.
JBM – Claro, com toda razão.
CV – E tenho desejo de ficar exaltado, porque é abominável, entendeu? É preciso que se saiba que é abominável, que há muita desonestidade ali. Por exemplo: toda essa crítica à esquerda, ao governo Lula, tudo aquilo que você vê na Veja, para mim desmorona.
A classe média instruída brasileira não lê direito a Veja, não acredita tanto. Mas a medianamente instruída se pauta muito por uma possível honestidade jornalística daquele veículo. Esse gente precisa ser avisada de que não há, nem de longe, sombra de honestidade naquilo. Porque eu sei! Eu vivi isso que eu estou contando e sei o grau de desonestidade que passa por ali e que domina ali.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Acelerada, economia do Nordeste atrai grandes empreendimentos

Do Valor Econômico

Os empreendedores do setor de shopping centers seguem com rigor a indicação das pesquisas de mercado e essas, atualmente, têm apontado a direção Nordeste como o rumo certo para bons negócios. A ampliação do poder de compra das classes C e D combinada com a maior capacidade de atração de indústrias são fatores que têm acelerado a economia nordestina, com efeito palpável no comércio.
“Estamos registrando taxas de crescimento de vendas com índices chineses”, diz Sérgio Gomes, do grupo cearense North Empreendimentos. “Em maio de 2009, os shoppings venderam 18% a mais do que no mesmo mês do ano anterior. Em junho essa taxa foi de 16%. Na média do ano, estamos com crescimento de 8% e isso pode ser superado se o Natal ficar dentro das expectativas”, afirma. O grupo administra, atualmente, três shoppings na região metropolitana de Fortaleza.
Para o presidente do Grupo JCPM, João Carlos Paes Mendonça, que comanda uma das mais bem-sucedidas carteiras de shoppings do Nordeste, esse aquecimento é resultado, também, do trabalho desenvolvido pelos empreendedores e lojistas nos últimos anos. “Hoje temos um setor mais profissionalizado, que utiliza as ferramentas de marketing com eficiência e oferece para o consumidor o que há de melhor no segmento de shoppings. Por isso, não ocorreu desaceleração nesse segmento no Nordeste em função da crise, e nós continuamos a crescer”, diz o empresário.
O presidente da Associação dos Lojistas de Shoppings do Estado do Ceará (Alshop), Abílio do Carmo, diz que os números são bons e vão ficar ainda melhores. “Eu não tenho dúvida sobre o potencial de crescimento de shoppings no Ceará e também em outros Estados do Nordeste. A classe C, que sempre foi muito grande na nossa região, melhorou de vida e foi às compras. E os shoppings são a melhor opção, porque são modernos, concentram muitas lojas e oferecem lazer”, analisa o dirigente. De acordo com ele, ainda há potencial para a instalação de novos empreendimentos na Grande Fortaleza, principalmente nos municípios de Eusébio e Aquiraz. “Os lojistas estão prontos para investir. É só abrir o shopping”, garante.
O sucesso dos shoppings nordestinos impulsiona novos investimentos nas capitais e também em algumas cidades do interior e do litoral. Entre 2009 e 2012 serão inaugurados ou expandidos mais de dez, incluindo dois de grande porte que serão âncoras da criação de bairros em Salvador e São Luis. Sobre a oportunidade de novos investimentos, Paes Mendonça reforça a visão de que é preciso ter eficiência. “O mercado de shoppings é como coração de mãe, sempre cabe mais um.
Mas isso não significa que todos darão resultados. Serão bem-sucedidos aqueles que forem adequados à demanda e souberem trabalhar para atender o público certo.”
Os planos do Grupo JCPM confirmam que há, sim, bastante espaço para novos investimentos. “Estamos construindo o nosso segundo shopping em Salvador, além de fazer investimentos na requalificação e modernização dos que já temos no Recife e em Aracaju. Outro plano é construir no Recife um shopping tão moderno quanto o Salvador Shopping”, resume Paes Mendonça. O Norte Shopping, novo empreendimento do grupo na capital baiana, será inaugurado até novembro de 2010, nas imediações do aeroporto, com uma área bruta locável de 41,4 mil metros quadrados.
O grupo North também não para de investir, encorajado pelos resultados do último investimento – o Via Sul, inaugurado em dezembro de 2008, em Fortaleza. “Estamos investindo na expansão do Shopping Maracanaú, que incorporamos em 2003, e na remodelação do Shopping Caruaru, que acabamos de adquirir”, conta Sérgio Gomes. Segundo ele, o Maracanaú terá sua área triplicada e vai se consolidar como shopping regional, atendendo a consumidores de diversas cidades no entorno da capital.
O projeto de investimento no empreendimento adquirido em Caruaru, cidade a cem km de Recife, já começou com o lançamento das promoções de Natal. “Há um grande potencial não explorado na cidade. Não tem nenhum cinema funcionando, por exemplo. Então, vamos colocar três salas de cinema modernas, lojas âncoras inéditas na região e opções de lazer”, antecipa o empresário. Ao mesmo tempo, o grupo tira do papel o projeto do Fortaleza Fashion Mall, primeiro shopping de atacado do Ceará. “Fizemos o lançamento no dia 7 de novembro e já temos 40% dos espaços vendidos”, diz Gomes, acrescentando que a previsão é de que seja inaugurado ainda no primeiro semestre de 2010.
Entre os diversos investimentos planejados para inflar o setor de shoppings do Nordeste, dois se diferenciam por representarem um conceito ainda novo na região: o empreendimento de uso misto, no qual os shoppings são âncoras de novos bairros.
O grupo Sá Cavalcante escolheu São Luís para realizar seu primeiro empreendimento misto no Nordeste. “A base do investimento é o Shopping da Ilha, que será o maior do Maranhão e terá lojas-âncora inéditas, como a Renner, a Centauro e a Etna”, afirma Leonardo Cavalcante, diretor-superintendente da SC2, empresa do grupo que administra a área de shoppings.
No entorno do shopping, implantado em uma área de 176 mil metros quadrados e com previsão de inauguração para abril de 2011, será construído um complexo imobiliário com 1.600 apartamentos e 2.900 salas comerciais. Localizado na avenida Daniel la Touche, que nos últimos anos tem se transformado em um corredor comercial, o empreendimento está com 70% da área de lojas já comercializados. “Tivemos uma receptividade muito boa para o shopping, o que confirma a nossa expectativa”, acrescenta o executivo.
Em Salvador, a iniciativa é do grupo JHFS, um dos pioneiros nesse tipo de investimento no Brasil. O Horto Bela Vista ocupará uma área de 340 mil metros quadrados, com 19 torres residenciais e três comerciais, um hotel, centro de convenções, uma escola e o Shopping Bela Vista. “Um dos fatores que nos levaram a investir em Salvador foi ter encontrado um parceiro local, experiente na área de shoppings, o Grupo Euluz, interessado em integrar o nosso projeto”, observa Robert Bruce Harley, diretor-executivo de shoppings da JHFS.
A primeira fase do projeto, que engloba cinco torres de apartamentos e o shopping, foi lançada em outubro do ano passado e cerca de 70% das unidades residenciais já foram comercializadas. O Shopping Bela Vista terá 57 mil metros quadrados de área bruta locável, sendo que na primeira fase, a ser inaugurada em 2011, contará com 200 lojas.

LULA ESTIMULA MAIS CONSUMO E PRODUTOS COMEÇAM A FALTAR

Do O Globo

Com calor atípico e economia aquecida, faltam ar-condicionado, ventilador e até sorvete
ROSILDO PROCURA ar-condicionado há 20 dias sem sucesso: "Quero pôr na saleta de televisão, para aliviar a tensão do calor" Acombinação de calor e dinheiro no bolso ou crédito na mão levou o carioca às compras. Em novembro, a venda de aparelhos de ar-condicionado e ventiladores chegou a triplicar e está difícil encontrar nas lojas condicionadores de ar para a pronta entrega. O calor atípico aumentou o consumo de sorvetes e bebidas e, em algumas sorveterias, tem ocorrido falta de sabores. A Coca-Cola Zero também sumiu das prateleiras por alguns dias. E mesmo produtos que não têm a ver com o calor estão em falta: alguns aparelhos de TV LCD e até modelos de automóveis, item que anteontem foi novamente beneficiado com uma prorrogação do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) reduzido. Fabricantes e varejistas estão traçando agora estratégias de emergência para atender a demanda atípica. - Estamos trabalhando a todo o vapor, em três turnos. Tínhamos previsões que este seria um verão muito longo e quente, com as temperaturas elevadas até abril. Mas muitas redes não nos deram ouvidos e sofreram com falta de estoque - afirma Adriano Oliveira, gerente de produtos da Arno. Embora o calor esteja castigando boa parte do Brasil, a falta de produtos é mais intensa no Rio. Na opinião de Armando Ennes do Valle Jr., diretor de relações institucionais da Whirlpool - das marcas Consul e Brastemp -isso se deve a uma característica do carioca, mais afeito ao ar-condicionado: - O Rio representa 40% do mercado brasileiro de ar-condicionado e este mercado é, de certa forma, imprevisível. Tivemos fins de semana no Rio em que o consumo triplicou. Ontem, nas lojas das principais redes varejistas no Centro do Rio, não havia aparelhos de ar-condicionado para pronta entrega. No Ponto Frio, era preciso esperar até dez dias. Nas Casas Bahia, não havia sequer previsão de novas remessas. Na Ricardo Eletro, apenas o ar-condicionado da marca chinesa Gree poderia ser levado na hora. Na Tele-Rio, uma remessa de dez unidades de condicionadores Electrolux chegou e acabou ontem mesmo. O comerciante Rosildo Costa tenta comprar um ar-condicionado há 20 dias, sem sucesso. Como mora na Região dos Lagos e trabalha no Rio, ele quer comprar o aparelho, colocar no carro e levar para casa. Mas não encontra opção para pronta entrega. - Quero pôr na saleta de televisão, para aliviar a tensão do calor. A falta de aparelhos de ar-condicionado se repete nas lojas on-line. No site do Ponto Frio, dos 28 modelos listados, 23 aparecem como esgotados. No endereço eletrônico da Ricardo Eletro, de 11 tipos de aparelhos, só dois estão disponíveis. O Grupo Pão de Açúcar - que controla o hipermercado Extra e a rede Ponto Frio - espera alta de 50% nas vendas de ventiladores e ar-condicionado em novembro e dezembro ante o mesmo período de 2008. Para atender a demanda carioca, a rede Ricardo Eletro está trazendo aparelhos de ar-condicionado e ventiladores de lojas de Minas Gerais e pediu a antecipação de entregas à indústria. - O calor veio muito forte e ninguém estava preparado, nem a indústria. Estamos dobrando nossas vendas - afirmou Rômulo Cunha, diretor de compras da rede. Horas extras para atender a demanda A Casa&Video viu suas vendas de ventiadores e ar-condicionado triplicarem neste mês. A rede reconhece que alguns modelos de ventiladores chegaram a se esgotar em algumas lojas, mas diz que o estoque vem sendo regularizado. Já a Casas Bahia afirmou que viveu um desequilíbrio de demanda, mas já regularizou a situação. Alberto Betrian, gerente-geral da Mallory, produtora de ventiladores, diz que sua fábrica opera perto da capacidade máxima: - Elevamos nossa produção em 15% e ficaremo neste patamar até o fim de janeiro. Estamos operando com quase 100% da capacidade. Com a temperatura mais alta, o consumo de sorvetes também aumentou. Na Sorvete Itália, a gerente de franquias Simone Vianna diz que a alta nas vendas foi de 40% desde a segunda quinzena de outubro. Um movimento que, segundo ela, é comum somente a partir de dezembro. - Estamos com horas extras em nossa fábrica para dar conta da demanda. Alguns produtos chegam a acabar nas lojas e é preciso fazer a rápida reposição. Paula Saboya, sócia da Mil Frutas, identificou alta nas vendas de 30%.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Bancos são as empresas mais lucrativas do Brasil

Do Jornal Correio do Brasil

A empresa de estatísticas Economatica informou nesta segunda-feira que consolidando o lucro liquido das empresas brasileiras no terceiro trimestre de 2009 (julho a setembro), constatou que o setor bancário, representado por 23 instituições, concentra o maior volume entre os 29 setores estudados com R$ 7,57 bilhões no período.
O segundo setor mais lucrativo com cinco empresas, é o de Petróleo e gás, com R$ 7,47 bilhões, sendo que a Petrobrás representa R$ 7,30 bilhões no setor. Trinta e oito empresas do setor de Energia colocam o setor na terceira posição, com R$ 4,61 Bilhões.
O lucro acumulado dos dois maiores setores - bancário e petróleo/gás - concentram 40,3% do total acumulado pelas 314 empresas estudadas, enquanto as 10 empresas mais lucrativas concentram 55% do lucro consolidado das empresas de capital aberto brasileiras.
A Petrobrás responde por 19,5% do lucro total, enquanto a Vale aparece em segundo lugar, com 8%. A terceira empresa mais bem colocada é o ItauUnibanco, com 6,1% do total.
A Ambev é a empresa mais lucrativa do setor de Alimentos e Bebidas, a CSN é a mais bem colocada no setor de Siderurgia e metalurgia, enquanto a Braskem lidera o setor Químico. Telesp lidera o setor de Telecom e a Cemig é a mais lucrativa no setor de Energia Elétrica.

Brasil pode perder até R$ 3,6 trilhões com mudanças climáticas

A economia brasileira poderá perder até R$ 3,6 trilhões nos próximos 40 anos em decorrência das mudanças climáticas, indica um estudo realizado por pesquisadores das principais instituições públicas e privadas do país.

Segundo o estudo Economia das Mudanças do Clima no Brasil, divulgado nesta quarta-feira, em 2050 o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro seria de entre R$ 15,3 trilhões e R$ 16 trilhões, caso não houvesse mudanças no clima.

Considerando-se o impacto das mudanças climáticas, esses montantes seriam reduzidos em entre 0,5% e 2,3%. Conforme o documento, as perdas ficariam entre R$ 719 bilhões e R$ 3,6 trilhões.

O estudo reuniu mais de 60 pesquisadores de 12 instituições e é inspirado no Relatório Stern, que fez uma análise econômica das mudanças climáticas em nível global.

Os autores abordam vários setores, como agricultura, energia, uso da terra e desmatamento, biodiversidade, recursos hídricos, zona costeira, migração e saúde.

Foram projetados dois cenários para o Brasil, que levaram em conta duas possíveis trajetórias do clima futuro desenvolvidas pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC).

Os pesquisadores afirmam que as trajetórias climáticas do IPCC são baseadas em hipóteses sobre o comportamento futuro da economia global. O estudo brasileiro tentou simular o comportamento futuro da economia brasileira com as mesmas hipóteses do IPCC para a economia global.

O cenário mais pessimista trabalha com a perspectiva de inação para conter as mudanças climáticas. O mais otimista leva em conta esforços de mitigação, que resultariam em ligeira melhora.

“Os dois cenários provam que é muito melhor antecipar essas mudanças, assumir políticas públicas de redução de emissões, que o setor produtivo se engaje na redução das emissões, que o Brasil reduza o desmatamento. Com tudo isso, estaremos reduzindo custos”, disse à BBC Brasil o coordenador do estudo, Jacques Marcovitch, professor da FEA/USP.

“Se demorarem a adotar essas ações, algumas condicionadas à negociação internacional, a tendência será de perda coletiva.”

Regiões vulneráveis

O documento indica que a Amazônia e o Nordeste seriam as regiões brasileiras mais vulneráveis às mudanças climáticas.

“Estima-se que as mudanças climáticas resultariam em redução de 40% da cobertura florestal na região sul-sudeste-leste da Amazônia, que será substituída pelo bioma savana”, diz o estudo.

No Nordeste, a redução de chuvas causaria perdas na agricultura e reduziria a capacidade de pastoreio de bovinos de corte.

Segundo o estudo, as modificações genéticas seriam alternativa para reduzir os impactos das mudanças climáticas na agricultura, o que exigiria investimentos em pesquisa da ordem de R$ 1 bilhão por ano.

No setor de energia, seria necessário instalar capacidade extra de geração, “de preferência com geração por gás natural, bagaço de cana e energia eólica”, com custo de entre US$ 51 bilhões e US$ 48 bilhões.

O documento estima ainda que as ações de gestão e políticas públicas na zona costeira somariam R$ 3,72 bilhões até 2050.

Além de analisar e quantificar os impactos das mudanças climáticas no desenvolvimento do país, também sugere ações para mitigar esses efeitos, como substituição de combustíveis fósseis e taxação de emissão de carbono, entre outras.

Os pesquisadores afirmam ainda que as políticas de proteção social devem ser reforçadas no Norte e no Nordeste, as regiões mais afetadas e também mais pobres do Brasil.

Também dizem que é possível associar metas ambiciosas de crescimento com redução de emissões e que é preciso garantir que a matriz energética brasileira se mantenha limpa e que o crescimento do PIB seja gerado também de forma limpa.

O estudo é divulgado a poucas semanas da Conferência da ONU sobre mudanças climáticas, que será realizada de 7 a 18 de dezembro, em Copenhague, na Dinamarca.

A reunião de Copenhague tem como objetivo fechar um novo acordo global sobre o clima para substituir o Protocolo de Kyoto, que expira em 2012.

"O Brasil já é reconhecido como um país que tem avançado na questão econômica e na questão social", diz o coordenador do estudo. "Agora, o que pode e deve fazer é completar esses dois reconhecimentos com um terceiro, pode ser líder nas políticas de desenvolvimento que incorporam a dimensão ambiental."

EUA TÊM 552 BANCOS PERTO DA FALÊNCIA, AFIRMA AGÊNCIA

Da Folha de S. Paulo

O número de bancos considerados próximos da falência nos EUA chegou a 552 no terceiro trimestre, ante 416 no trimestre anterior, segundo a FDIC, órgão que garante depósitos bancários. É o maior número desde 1993. Pela primeira vez desde 1991 o fundo da FDIC ficou no vermelho (-US$ 8,2 bilhões). A FDIC cobre depósitos de até US$ 250 mil por cliente quando bancos fecham.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Emir Sader:Escolas latino-americanas, médicos do povo para o povo


Do Portal Vermelho


Há 10 anos que se estão formando as primeiras gerações de médicos de origem pobre na América Latina. Não estão sendo formados pelas excelentes universidades publicas latinoamericanas, que têm os melhores cursos tradicionais de medicina do continente. Nem falar das universidades privadas.



Por Emir Sader, em seu blog



Eles estão sendo formados pelas Escolas Latinoamericanas de Medicina, projeto iniciado há 10 anos em Cuba e que agora já conta com uma Escola similar na Venezuela e tem projeto de ampliar-se para países como Bolívia e Equador. São selecionados estudantes por cotas de movimentos sociais –originários do movimento camponês, do movimento negro, do movimento sindical, do movimento indígena e de outros movimentos sociais -, se tornam alunos do melhor curso de medicina social do mundo e retornam a seus países para praticar os conhecimentos adquiridos não na medicina privada, mas na medicina social, pública, nos lugares que os nossos países mais precisam, sem contar normalmente com os médicos formados nas universidades tradicionais.


Cuba transformou uma antiga instalação militar – a Academia Naval Granma – em uma universidade médica latinoamericana, para que milhares de jovens privados de estudar medicina nos seus países, possam ter acesso a esse curso em Cuba e retornem a seus países para atender necessidades que não são contempladas pela medicina tradicional.


Além da melhor medicina social que se pode dispor hoje no mundo, os alunos recebem formação histórica sobre o nosso continente, respeitando-se as convicções – políticas, religiosas – de cada aluno. “Médicos dispostos a trabalharem onde for preciso, nos mais remotos cantos do mundo, onde outros não estão dispostos a ir. Esse é o médico que vai ser formar nesta Escola” – dizia Fidel na inauguração da Escola.


A primeira turma se formou em 2005. Formar um médico nos EUA custa não menos de 300 mil dólares. Cuba está formando atualmente mais de 12 mil médicos para países do Terceiro Mundo, em uma contribuição inestimável para os povos desses países. Mesmo passando dificuldades econômicas nas duas ultimas décadas, Cuba não diminuiu nenhuma vaga na Escola Latinoamericana de Medicina – como, aliás, nenhuma vaga nas escolas cubanas, nem nenhum leito em hospital.


Desde a formação da primeira turma, em 2005, graduaram-se médicos de 45 países e de cerca de 84 povos originários. Formaram-se 1496 médicos em 2005, 1419 em 2006, 1545 em 2007, 1500 em 2008, 1296 em 2009. Os três países que tiveram mais médicos formados na Escola são Honduras, com 569, Guatemala, com 556 e Haiti, com 543. Atualmente mais de 2 mil alunos estudam na Escola. A procedência social deles é em sua maioria operários e camponeses. As religiões predominantes são a católica e a evangélica.


A Escola em Cuba – em uma cidade contigua a Havana – é integrada por 28 edificações numa área de mais de um milhão de metros quadrados, onde os estudantes recebem o curso pré-medico e os dois primeiros anos do curso de medicina, de ciências básicas. Depois os alunos recebem o “ciclo clínico” nas 13 universidades médicas existentes em Cuba. O corpo geral de professores é de mais de 12 mil.


O Brasil também já conta com cinco gerações de médicos, formados na melhor medicina social, sem que possam exercer a profissão, propiciada pela generosidade de Cuba. Os Colégios Médicos tem conseguido bloquear esse beneficio extraordinário para o povo brasileiro, alegando que o currículo em que se formara, não corresponde exatamente ao das universidades brasileiras – uma forma corporativa de defender seus privilégios.


As nossas universidades públicas costumam ter as vagas ocupadas por alunos que se preparam muito melhor que a grande maioria, por dispor de recursos econômicos que lhes possibilitam ter formação muito superior às dos outros. Assim, em geral tem origem na classe média alta e na burguesia, que desfrutam da melhor formação que as universidades públicas possuem, gratuitamente, sem que a isso corresponda a contrapartida de exercer medicina social, nas regiões em que o país mais necessita.


Essas instituições corporativas não devem se preocupar, as centenas de médicos formados na Escola Latinoamericana de Medicina não abrirão consultórios nos Jardins de São Paulo, na zona sul do Rio ou em outras regiões ricas das capitais brasileiras. Eles irão fazer a medicina social que o Brasil precisa, atendendo a demandas que não são atendidas pelos médicos formados nas melhores universidades públicas brasileiras, mas que derivam seus conhecimentos para atender a clientelas privadas, em condições de pagar consultas e tratamentos caros.


As negociações para o reconhecimento dos diplomas dos jovens médicos solidários formados em Cuba estão em desenvolvimento, com apoio do governo brasileiro, mas ainda não chegaram a uma solução que permita o aporte dessas primeiras gerações de médicos brasileiros de origem popular.

Chega a 847 militares americanos mortos no Afeganistão


Do Prensa Latina


Kabul, (Prensa Latina) A morte de quatro soldados estadunidenses da OTAN em atentados e um combate elevou nesta segunda para 847 os falecidos dessa nacionalidade desde que invadiram o Afeganistão em outubro do 2001.

Também, com estas quatro baixas ascendem a 297 o número de militares do Pentágono mortos em 2009, no ano mais mortífero dos oito de ocupação desta nação islâmica centro-asiática.

Ao todo, as vítimas fatais dos expedicionários dos Estados Unidos e da OTAN somaram 481 a partir de janeiro do atual ano, de acordo com o portal Internet especializado www.icasualties.org. Essa fonte registrou 295 soldados estrangeiros em 2008.

Segundo porta-vozes da Força Internacional de Assistência à Segurança (ISAF), comandada pela OTAN, três soldados estadunidenses morreram no domingo pela explosão de um artefato dinamiteiro no território do sul.

O outro perdeu a vida na segunda-feira durante um ataque da insurgência afegã.

Esse comunicado militar omite os nomes dos mortos e os lugares onde se desenvolveram essas ações.

Este país é palco de um aumento das ações combativas da insurreição afegã, pese à presença de 110 mil soldados estrangeiros ocupantes, dos quais cerca de 68 mil são estadunidenses.

Outras fontes noticiaram que ao menos cinco membros das forças de controle de fronteiras perderam a vida após uma bomba ter explodido na passagem de seu veículo na conflituosa província de Kandahar, no sul.

O Ministério afegão do Interior detalhou a meios informativos que ditos agentes viajavam a bordo de uma furgoneta quando foram atacados no distrito de Spin Boldak.