terça-feira, 11 de agosto de 2009

Greve dos médicos em Caruaru


Tenho a opinião de que toda e qualquer classe tem o direito de entrar em greve para reivindicar melhores salários, condições de trabalho etc. A greve dos médicos de Caruaru se estende por um bom tempo e o que é pior sem perspectiva de acabar. Tem algo por trás! Todos os defensores de Tony Gel diziam que o forte do seu governo foi a saúde. Que Caruaru tinha a melhor saúde da região, que Tony Gel revolucionou a saúde de Caruaru como até então nenhum gestor havia feito. E o que é interessante nisso tudo é que os médicos eram fechados também nessa opinião.


De repente, em menos de dois meses da gestão atual, pois já estão na oitava paralisação, à saúde de caruaru passa a ser a pior do mundo. Fica a impressão de um movimento político, onde aí sim, lamentavelmente, o principal atingido não é o Prefeito José Queiroz e sim a população de Caruaru que está sofrendo com essa irresponsabilidade.

Ernesto legaliza a covardia

Do Blog Diário da Sulanca


Ao aceitar em seu blog uma coluna de um suposto macaco, o vereador Ernesto Maia legalizou os atos de covardia que ocorrem no universo on-line da Capital da Sulanca, atos esses que em um passado não tão distante vitimaram a própria mãe do vereador, que recebeu varias acusações e teve sua vida intima devassada por um personagem denominado por Josias e que volta a tona na coluna do suposto macaco colaborador do blog do Ernesto Maia.O curioso é que o tal do macaco não perdoa nem o governo Figueirôa, do qual Ernesto Maia faz parte. Talvez porque o suposto macaco seja um aliado canino do ex-prefeito José Augusto Maia. Mas espera ai, macaco não é canino... bom, é melhor deixar o macaco pra lá e falar apenas de suas macacadas.

.“O Matuto Sabido precisa tomar coragem e enxugar a máquina e parar com tanto bolsa esmola. É pagamento de luz, água, ajuda para comprar bujão de gás, pagamento de passagem, e até o bolsa-pinga (Aquela ajudinha aos biriteiros da cidade)” esperneou o dito cujo do macaco, que parece não gostar muito da idéia do prefeito ser Antônio Figueirôa.Nem o governador Eduardo Campos escapou das macaquices do colunista do blog de Ernesto Maia.

.“Por falar em Dudu, quando é mesmo que o governo dele começa? Kkkkkkkkkkkkkkkkk. É pra viver de rir, suas obras. O novo asfalto da Avenida 29 de dezembro foi prometido antes do São João, mas ele só não disse em que ano....rsrsrsrsrrsrsr. Eu acho é pouco!” zombou o danado do macaco.Resta saber até quando o macaco vai fazer das suas estripulias e até quando o vereador Ernesto Maia vai aceitar os ataques anônimos em seu blog, já que ele mais do que ninguém sabe o que é ser vitima de covardes que não tem coragem de mostrar a cara.

Onda de violência


Do Blog do Magno


O deputado Edson Vieira (PSDC) regressou, ontem, de Santa Cruz do Capibaribe, uma das suas principais bases, com números crescentes da violência no município. Quando instalou o governo naquele município, há três meses, o governador apontou uma queda de mais de 30% de homicídios. O que houve, então?
Deputado diz que violência leva pânico ao polo da sulanca
O deputado Edson Vieira(PSDC), em entrevista no programa Frente a Frente, diz a Magno Martins que a sua região, compreendida entre o polo de confeções em Santa Cruz do Capibaribe e adjacências, vive momentos de pânico, tendo em vista o alto índice de violência que vem sendo constatado na área. O deputado diz que nos finais de semana é alarmante o número de mortes, e faz um apelo ao governador para que uma providência urgente seja tomada.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Confira as dez principais notícias do dia 10 de agosto

Da Redação Época


1. Um terço do Senado é alvo de inquérito ou ação judicial
O levantamento está na manchete da Folha (para assinantes). Dos 81 senadores, 27 enfrentam algum tipo de problema na Justiça – excluídos litígios de caráter particular ou movidos por rivais políticos. Entre os que são acusados de algum tipo de irregularidade eleitoral ou cível, 17 são da base aliada e 10 pertencem à oposição. O maior número de citados judicialmente está na bancada do PMDB, partido do presidente da Casa, José Sarney. São 8 de um total de 19 parlamentares. Um dos membros da tropa de choque de Sarney, Wellington Salgado (PMDB-MG), é alvo de inquérito sob acusação de crime contra a ordem tributária e apropriação indébita previdenciária.


2. Senado pagou conta de filha do presidente do PSDB em NY
A Folha (para assinantes) revela que o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), está na lista dos que trataram o dinheiro público como coisa particular. A filha do senador, Helena Guerra, foi para Nova York em fevereiro de 2007, junto com o pai, e gastou R$ 4,5 mil em despesas com hospedagem, bancadas pelo Senado. Ela acompanhou exames médicos feitos pelo senador nos EUA. A viagem foi autorizada pelo então presidente da Casa, senador Renan Calheiros (PMDB-AL). A viagem de Helena, que não tem nenhum vínculo empregatício com o Senado, consta de um relatório da Secretaria de Controle Interno do Senado, ao qual a Folha teve acesso. O documento diz que o pagamento de diárias a Helena “infringiu as referidas normas” e pede a devolução do dinheiro. “Sérgio Guerra discorda de ter cometido irregularidade e afirma que, se tivesse sido cobrado, teria devolvido o dinheiro gasto com as diárias da filha”, diz a reportagem.


3. Ciro Gomes diz que Marina ‘implode’ candidatura de Dilma
Em entrevista ao Valor Econômico (para assinantes), o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) afirma que as chances de derrota do governo nas eleições presidenciais de 2010 são “muito maiores” do que as de vitória. Para ele, a possível transferência de Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente e senadora (PT-AC), para o PV agrava esse cenário desfavorável ao Palácio do Planalto. “Se ela aceitar a convocação do PV, ela implode a candidatura da Dilma”, diz. Ciro afirma que só definirá o que fará nas eleições em abril. Ele pode sair candidato a presidente ou concorrer ao governo de São Paulo, opção na qual afirma que não vai cumprir a “tarefa mesquinha” de atacar José Serra, que considera um “grande governador”.

Economia

4. Governo quer reativar Telebrás
O governo reformulou um plano para reativar a Telebrás. A estatal serviria para administrar uma rede de banda larga ligando Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, utilizando infraestrutura de fibras óticas da Petrobras e de Furnas. O projeto serviria para suprir necessidades de órgãos públicos, como atendimento direto a postos do INSS, escritórios regionais de ministérios, delegacias, prefeituras e câmaras de vereadores, informa o Valor Econômico. Não há intenção de oferecer o serviço a consumidores residenciais. A ideia ganhou força depois de panes do Speedy, serviço de banda larga da Telefônica. Atualmente, a administração direta paga cerca de R$ 500 milhões por ano a operadoras privadas por telefonia fixa, celular e internet. O Ministério do Planejamento prevê uma economia de R$ 150 milhões por ano com a reativação da Telebrás. Mas o projeto encontra resistência dentro do governo.


5. Bons indicadores no setor imobiliário
Em meio a estatísticas contraditórias, que não permitem dizer se o pior da crise já passou mesmo, pelo menos um setor tem comemorado bons números nas últimas semanas, o imobiliário. O Estado de S. Paulo relata que o segundo semestre de 2009 foi excelente para as incorporadoras, que registraram aumentos entre 10% e 100% nas vendas. Boa parte disso se deve ao programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, que subsidia a compra de casas populares. Mas o principal motivo, segundo os especialistas, é a volta da confiança na economia e na manutenção do emprego. O mesmo Estadão conta que os empréstimos para a compra da casa própria cresceram 29% no semestre , segundo a Abecip, a associação das entidades de crédito imobiliário.


Sociedade

6. A democracia (e o silêncio) nas favelas
O Globo iniciou ontem uma série de reportagens, chamada Democracia nas favelas, sobre as mudanças nas comunidades cariocas ocupadas pela Polícia Militar. Segundo o jornal, aos poucos os moradores se acostumam com a possibilidade de voltar a circular sem restrições dentro das favelas, antes controladas por traficantes ou milicianos. O medo de se identificar aos jornalistas e falar abertamente sobre os pontos positivos e negativos da ocupação policial, entretanto, ainda persiste nesses locais. A lei do silêncio ganhou ainda outra determinação: o fim do funk no último volume. Uma das reportagens de hoje mostra que um dos pontos mais polêmicos da atuação da PM é a proibição aos bailes. A outra aborda o fim do exílio forçado de moradores expulsos de suas comunidades pelo tráfico.


Saúde

7. A gripe, as estatísticas e a paranoia
O Ministério da Saúde já não consegue acompanhar, em suas compilações diárias, o avanço mortal do vírus A(H1N1). Segundo O Globo (para assinantes) em sua edição desta segunda-feira, o número real de mortos já é pelo menos o dobro do oficial. No fim de semana, a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul confirmou mais 11 mortes por gripe suína. Na Paraíba, foi registrada a quarta morte do Nordeste. Com isso, o número de vítimas fatais chega a cerca de 195. O Ministério da Saúde divulgou oficialmente até agora 96 mortes. Uma atualização dos dados deve ser publicada na quarta-feira. O mesmo fenômeno ocorreu na Argentina, onde as estatísticas do governo estavam sempre defasadas em relação à realidade. No Paraná, Estado em que o número de casos é particularmente alto, a paranoia já levou uma juíza a mandar distribuir máscaras à torcida em um jogo do Coritiba. Agora, os bancos estão na mira, informa a Agência Brasil. A partir desta segunda, as agências bancárias de Curitiba estão obrigadas, por determinação judicial, a monitorar o fluxo de pessoas, permitindo o ingresso de dez clientes a cada quatro caixas. Para agências que têm de cinco a oito caixas será permitida a entrada de 20 clientes.


Mundo

8. O incômodo das bases da Colômbia na reunião da Unasul
Os líderes de países sul-americanos reúnem-se nesta segunda-feira, em Quito, em meio a um clima desconfortável. Tudo por conta da polêmica em torno das sete bases militares que o governo da Colômbia pretende colocar à disposição dos EUA, o que dividiu opiniões entre as nações da região. Segundo reportagem do Estadão, a declaração pós-reunião não deve fazer menção ao episódio, apesar das tentativas de Venezuela, Equador e Bolívia de incluir um parágrafo de “rechaço” ao acordo EUA-Colômbia. Não houve consenso, entre os outros países, para discutir o assunto durante o encontro, que deverá durar pouco mais de uma hora. A Folha (para assinantes) informa que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve evitar qualquer atrito no Equador; voltará a Brasília logo após a reunião e a posse do segundo mandato do presidente equatoriano, Rafael Correa. A intenção é não abrir espaço para conversas bilaterais que possam aumentar a tensão diplomática.


9. Atentados matam mais de 40 no Iraque
O governo iraquiano continua tendo dificuldades para enfrentar o desafio de cuidar da segurança do país sem a ajuda intensiva das forças americanas. Hoje, pelo menos 40 pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas em atentados em Bagdá e em uma vila perto de Mosul, como relata o jornal The New York Times (em inglês). A comunidade xiita, cujo principal representante é o primeiro-ministro Nouri al-Maliki, foi o alvo. A causa do problema é uma herança da ocupação americana. Ao desmantelar as forças de segurança e o partido Baath, de Saddam Hussein, os EUA criaram uma horda de radicais desempregados, que hoje são base dos grupos militantes sunitas. É esse dilema que precisa ser atacado, antes que o governo iraquiano se enfraqueça demais.


10. Tufões matam e destroem em Taiwan, China e Japão
Depois de ter provocado a pior enchente em meio século em Taiwan, o tufão Morakot chegou ao continente, levando o governo chinês a retirar 1 milhão de pessoas de áreas costeiras. A agência oficial Xinhua (em inglês) já falava em três mortos na tarde desta segunda-feira, horário de Pequim. Não se trata, relata a BBC Brasil, < >, do único tufão em atividade neste momento na região. No Japão, o tufão Etau já matou nove pessoas e deve atingir Tóquio nesta terça-feira.

SUPÉRFLUO E NECESSÁRIO

UMA BELA MENSAGEM PARA O INÍCIO DA SEMANA

Uns queriam um emprego melhor; outros, só um emprego.
Uns queriam uma refeição mais farta; outros, só uma refeição.
Uns queriam uma vida mais amena; outros, apenas viver.
Uns queriam pais mais esclarecidos; outros, ter pais.


Uns queriam ter olhos claros; outros, enxergar.
Uns queriam ter voz bonita; outros, falar.
Uns queriam silêncio; outros, ouvir.
Uns queriam sapato novo; outros, ter pés.


Uns queriam um carro; outros, andar.
Uns queriam o supérfluo; outros, apenas o necessário.
Há dois tipos de sabedoria: a inferior e a superior.
A sabedoria inferior é dada pelo quanto uma pessoa sabe e a superior é dada pelo quanto ela tem consciência de que não sabe.


Tenha a sabedoria superior.
Seja um eteno aprendiz na escola da vida.
A sabedoria superior tolera, a inferior julga;
a superior alivia, a inferior culpa;
a superior perdoa, a inferior condena.


Tem coisas que o coração
só fala para quem sabe escutar!


Que possamos estar sempre atentos aos sinais
e saber o que realmente se faz necessário.

Chico Xavier

EUA já demitiram 6,7 milhões na crise


Do Monitor Mercantil


SÓ EM JULHO, 247 MIL AMERICANOS FICARAM DESEMPREGADOS. SETOR DE SERVIÇOS PUXA TAXA COM 119 MIL DISPENSAS



Os Estados Unidos fecharam 247 mil empregos, em julho, com desaceleração da atividade em diversas indústrias e serviços, e o setor automotivo registrando aumento no emprego, segundo dados do Departamento de Trabalho. Com isso, 9,4% da população economicamente ativa (PEA) do país está desempregada.


Com isso, desde o início da recessão no país, em dezembro de 2007, 6,7 milhões de pessoas já perderam o emprego nos EUA.


De acordo com o relatório, o desemprego no setor de manufaturas cresceu 52 mil em julho. No setor automotivo, o crescimento foi de 28 mil.


"Como as demissões no setor automotivo já foram expressivas, menos trabalhadores do que o normal foram demitidos devido aos fechamentos sazonais em julho", disse Keith Hall, comissário do escritório de estatísticas do trabalho.


A construção fechou 76 mil vagas em julho; o setor de serviços - principal empregador nos EUA - 119 mil em julho. O comércio varejista eliminou 44.100 postos de trabalho, enquanto que lazer e hospitalidade aumentou emm 9 mil.


O emprego temporário - considerado um indicador antecedente - encolheu em 10 mil. O emprego na área de cuidados com saúde aumentou em 17 mil e o governo acrescentou 7 mil postos de trabalho.

33% DO SENADO É ALVO DE INQUÉRITO OU AÇÃO JUDICIAL

Da Folha de S. Paulo

27 dos 81 membros do Senado têm ocorrências em diferentes esferas; eles negam acusações


Denúncias vão de supostos crimes eleitorais, como a compra de votos, até uso de trabalho escravo ou danos ao patrimônio histórico
Um terço dos senadores é alvo de inquéritos, ações penais no STF (Supremo Tribunal Federal) ou acusações de irregularidades eleitorais ou cíveis. Levantamento feito pela Folha nos dados de diversos tribunais do país aponta que 27 dos 81 senadores do Brasil enfrentam algum caso na Justiça.O cálculo não leva em conta litígios de natureza particular ou movidos apenas por adversários políticos.A revelação ocorre num momento em que o Senado enfrenta uma das piores crises de sua história, na esteira de uma série de denúncias contra seu presidente, o senador José Sarney (PMDB-AP).Dos 27 senadores com ocorrências na Justiça, 10 são da oposição e 17 da base aliada. O partido com maior número de senadores citados na Justiça é o PMDB, 8 de uma bancada de 19 congressistas (42%).Do total de senadores com ocorrências na Justiça, cinco são suplentes que assumiram o cargo com a saída do titular.Esse é o caso de Roberto Cavalcanti (PRB-PB), que assumiu a vaga de José Maranhão (PMDB), empossado governador da Paraíba, após a cassação do tucano Cássio Cunha Lima.Cavalcanti respondia na Paraíba por corrupção ativa e uso de documento falso. O caso está agora no STF, onde há outro inquérito por corrupção.Membro da chamada "tropa de choque" governista e de Sarney, Gim Argello (PTB-DF), que assumiu após renúncia do senador Joaquim Roriz (PMDB-DF), é alvo de inquérito por apropriação indébita, peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O caso está sob segredo de Justiça.Outro aliado de Sarney, Wellington Salgado (PMDB-MG), que assumiu a vaga de Hélio Costa, é alvo de inquérito sob acusação de crime contra a ordem tributária e apropriação indébita previdenciária.Vice-presidente do Senado, Marconi Perillo (PSDB-GO) responde a dois inquéritos no STF que tratam de irregularidade em licitação pública e crime contra a administração.A Procuradoria Geral da República fez parecer pelo recebimento de denúncia contra João Ribeiro (PR-TO) em inquérito que trata de uso de trabalhador em condição análoga a escravidão. O STF ainda não decidiu. Outro inquérito, que envolve o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), trata de contrabando ou descaminho.Líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR) tem dois inquéritos no STF. Um deles trata de captação ilícita de votos e corrupção eleitoral; outro, de desvio de verbas públicas.

Marina pode ''implodir'' a candidatura de Dilma, aposta Ciro


Do Blog do Magno


O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) considera hoje o risco de derrota do governo nas eleições presidenciais de 2010 "muito maior" do que a possibilidade de vitória. Como sinal da fragilidade da estratégia do Palácio do Planalto, cita o potencial de estrago de uma possível candidatura da senadora Marina Silva (PT-AC) à Presidência da República. Se aceitar o convite do PV e entrar na disputa, Marina, na opinião de Ciro, "implode" a candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).


Ciro ainda não decidiu se vai concorrer a presidente ou a governador de São Paulo. Acha que a decisão só deve ser tomada em abril de 2010, após análise da evolução do processo eleitoral. A prioridade, diz ele, continua sendo a Presidência da República. Não descarta a disputa ao governo de São Paulo, desde que isso faça parte de uma estratégia nacional para dar continuidade ao projeto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Mas, se decidir concorrer ao governo de São Paulo, Ciro avisa que não vai cumprir a "tarefa mesquinha de atacar" José Serra, a quem avalia como "um grande governador", embora mantenha as críticas à sua participação no governo Fernando Henrique Cardoso. (Jornal Valor - Raquel Ulhôa)

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

O duelo entre Renan e Tasso

Do site Vi o Mundo

por Laerte Braga
Tasso Jereissati e Renan Calheiros são dois pilantras sem qualquer respeito por coisa alguma que não seja “negócio.” O grande problema dessa história toda envolvendo outro pilantra, José Sarney, é que os pilantras do tucanato não achavam que o presidente da “Câmara Alta” – putz! – fosse morrer atirando. E de quebra com pistoleiro do porte de Renan, bem mais rápido no gatilho que o pistoleiro tucano Arthur Virgílio.

Clube de amigos e inimigos cordiais. O filme era bem melhor, Marilyn Monroe, Jack Lemmon e Tony Curtis. E de quebra Marilyn ainda cantava. Se sabia ou não sabia isso é detalhe. Mas Tasso Jereissati falando em honra? Em dignidade? Onde CORRUPtasso ouviu isso? Não sabe nem pra que lado fica.

Os caras estão no desespero para eleger outro pilantra para o lugar de Lula, José Serra, em último caso Aécio, loucos para por a mão chave do cofre. Não contavam com a reação de Sarney e muito menos com Renan Calheiros em doublé de Doc Holliday.

Eles se merecem. O Brasil e os brasileiros não.O problema do tucanato brasileiro (é uma praga mundial, pior que gripe suína, existe nos mais variados nomes e denominações) é que se inspirou no udenismo mais sem vergonha e cretino que existiu. O de Carlos Lacerda, mas lhes falta algo que Lacerda tinha. Um talento para desfechar golpes precisos, mortais, até que tomasse um pelas costas, exatamente de seus aliados.

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Entendendo o fator Sarney

Do Blog do Nassif

É tarefa inglória essa de tentar explicar o significado político da tentativa de derrubada de Sarney - ainda mais sabendo que Cláudio Humberto foi acionado para atacar o senador Pedro Simon.
Mas, vamos lá, que o desafio é bom.

Ponto 1 - Sarney representa, de fato, o lado complicado da política brasileira.
É um coronel político, trata os adversários menores (nos seus estados) sem complacência, vale-se de alianças no Judiciário e de facilidades no Executivo.
Ponto 2 - o grupo alagoano não é flor que se cheire.
Vide os ataques de Cláudio Humberto contra Simon que repetem, em escala menor, os assassinatos de reputação da mídia.
Ponto 3 - golpe e legalidade.
É aí que a porca torce o rabo. A derrubada de Sarney faz parte de uma manobra político-midiática visando desestabilizar o jogo político. Quer-se no Senado alguém que facilite CPIs e articulações que precipitem crises políticas.

Não fosse esse o intuito, não haveria a fulanização da crise do Senado em Sarney. Haveria interesse em identificar todos os beneficiários de atos secretos (não sobraria um Senador de pé), de exigir a punição de todos ou - melhor ainda - de batalhar pelas reformas no Senado.

Já tenho experiência suficiente para saber o significado de crises políticas. Afetam a vida de todos, dependendo de sua intensidade paralisam a economia, provocam terremotos no mercado, criam divisões que levam anos para serem corrigidas.
Ponto 4: o Judas da Semana Santa.
Para se legitimar perante os leitores, e impor seu poder de intimidação, a mídia precisa de Sarney, como precisou de Maluf, Quércia, Collor, Renan, Ibsen, Jader, o deputado do castelo e tantos personagens dessa natureza.

Pega políticos controversos e os transforma na personificação do mal, naqueles que precisam ser destruídos a qualquer custo, sob pena da moralidade soçobrar. Ou o Brasil acaba com eles, ou eles com o Brasil. Poupou apenas o pior deles, ACM.

São jogadas de cartas marcadas. Evidentemente, há políticos melhores e piores. Mas se a mídia decidir destruir qualquer político - de Lula a FHC, de Dilma a Serra, do PT ao PSDB - ela conseguirá elementos, factóides, armações ou provas. O modelo político brasileiro expõe todos.

Quando se entra nesse jogo, se está transferindo para a mídia o poder de definir quem é o atacado e quem é o poupado. Está se conferindo a ela um poder absurdo, de defenestrar o presidente do Senado, sempre que lhe der na telha, de tentar derrubar presidentes (como fizeram com Collor, em certo período tentaram com FHC e há cinco anos tentam com Lula), de calar o Judiciário com denúncias, sempre que alguma decisão não for do seu agrado. Pergunto: esse poder será exercido com critério, com moderação ou obedecerá aos interesses específicos dos grupos jornalísticos?

É barato o preço a ser pago pela degola seletiva de Sarney? Creio que não. É jogar o epicentro da crise no Senado, reforçar o papel da mídia de derrubar quem quiser, de impor seu padrão e seus interesses a qualquer poder e de expor o país a qualquer crise, contanto que seus objetivos sejam alcançados.

Espero que, um dia, Sarney pague por todo seu passado. Mas espero que isso ocorra seguindo todos os procedimentos legais, não sendo empurrado goela abaixo do país por esse alarido midiático. Por isso, ao mesmo tempo que aguardo a condenação de Sarney, espero que o presidente do Senado resista e não se deixe derrubar por esse jogo de sombras e interesses.