segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Fidel agoniza
Magalhães diz que Lula dá mais atenção aos municípios do que FHC
Crise: Eduardo puxa a fila dos descontentes

sábado, 17 de janeiro de 2009
Perguntar não ofende
Os italianos estão revoltados com o fato do Brasil estar dando asilo a Cesare Battist, em um processo confuso.
Independente da decisão, e dos crimes cometidos pelo acusado, surge uma pergunta que não quer calar.
Daí perguntar não ofende.
Por que os italianos não mandaram de volta nosso querido Salvatore Cacciola, quando este resolveu aproveitar e fugir para a Itália?
Lembrando que Cacciola só foi preso porque resolveu sair do seu “asilo” italiano. As belíssimas cidades do país em forma de bota não foram suficientes para aguentar a sanha do ex-banqueiro, que foi dar uma “jogadinha” nos cassinos de Mônaco.
O argumento para não mandar de volta o banqueiro condenado era porque este tinha a cidadania italiana. Cacciola passou 10 anos comemorando na Itália o dinheiro roubado no Brasil.
Blog Acerto de contas
HORRORES DA GUERRA
Num episódio que chocou a opinião pública israelense, o canal 10 da TV local transmitiu ao vivo os gritos desesperados de um médico que acabara de perder três filhas num bombardeio. O celular do comentarista de assuntos árabes Shlomi Eldar tocou no meio do estúdio e, vendo que era uma ligação do médico Izz el Din Abu Aish, conhecido comentarista da TV por falar hebraico fluente, Eldar atendeu. Do aparelho, vinham gritos de horror. Sob pressão do jornalista, ambulâncias foram deslocadas para retirar os feridos de Gaza e levá-los a hospitais israelenses. O Exército afirmou que havia atiradores disparando do alto do prédio.
Minhas filhas estavam em casa e, de repente, foram atacadas. Quero saber por que foram mortas, quem deu a ordem? Tudo o que havia naquela casa era amor, abraços e atos de paz”, dizia desolado o médico, que trabalhou anos em hospitais de Israel.
Jornal do Comercio
Serra pede a Jarbas que dispute
Líderes políticos dos quatro partidos que constituíram em 98 a finada "União por Pernambuco" estão cada vez mais convencidos de que a chapa majoritária de 2010 será a mesma de 2002: Jarbas Vasconcelos pra governador e Marco Maciel e Sérgio Guerra para o Senado. Ao PPS de Roberto Freire caberia a 1ª suplência de senador, ou do PSDB ou do Democratas.
Por já ter sido prefeito do Recife e governador duas vezes, supunha-se que Jarbas Vasconcelos estaria desmotivado para enfrentar essa parada. Mas seus aliados estão dizendo que ele irá de fato para essa disputa a fim de atender a um pedido do governador de São Paulo, José Serra, virtual candidato do PSDB a presidente da República. É intenção de Serra se fortalecer no Nordeste, onde o presidente Lula é quase um semideus. E a melhor maneira de fazer isto é convencer os aliados eleitoralmente mais fortes para disputar o governo ou o Senado.
A primeira opção das oposições seria o tucano Sérgio Guerra. Mas ele já comunicou ao próprio Serra que seu projeto político é a reeleição. Como serão duas vagas para o Senado, ele crê que pelo menos uma deverá ficar com as oposições, tal qual a campanha de 94, quando Arraes elegeu-se governador mas não arrastou consigo os dois senadores. Roberto Freire se elegeu pela oposição e Carlos Wilson Campos pela situação.
Daí ter jogado a batata quente nas mãos de Jarbas, que aparentemente não tem o que perder. Mesmo que seja derrotado, teria mais quatro anos de mandato no Senado.
Coluna Pinga Fogo - Jornal do Comercio
Jaboatão tem dívida acumulada de R$ 352 milhões
De acordo com o prefeito, a dívida foi deixada pelas administrações anteriores. "Se mantidas as atuais taxas de investimento do município, segundo a prefeitura, esse valor só seria quitado em 13 anos", explica.
Blog do Magno
Comentário deste blogueiro
Diante das tantas especulações sobre a herança maldita deixada pelo ex prefeito José Augusto, como seria bom para a população se o atual prefeito, Toinho do Pará, seguisse o exemplo de Elias Gomes e apresentasse ao povo de Santa Cruz de que forma recebeu a saúde financeira do município.
ADOÇÃO
Blog do Magno
Jornalistas aprovam Eduardo
Blog do Magno
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
REPASSANDO UMA REALIDADE...
Nos últimos dez anos tenho viajado freqüentemente pelo sertão de Pernambuco,e assistido, não sem revolta, a um processo cruel de desconstrução da cultura sertaneja com conivência da maioria das prefeituras e rádios do interior.Em todos os espaços de convivência, praças, bares e na quase maioria dos shows, o que se escuta é música de péssima qualidade, que não raro, desqualifica e 'coisifica' a mulher e embrutece o homem. Do que adiantam as campanhas bem intencionadas do Governo Federal contra o alcoolismo e a prostituiçãoinfantil, quando a população canta: 'beber, cair e levantar' ou 'dinheiro na mão e calcinha no chão'? Do que adianta o Governo Federal criar novas delegacias da mulher se elas próprias também cantam e rebolam ao som de letras que incitam a violência sexual? O que dizer de homens que se divertem cantando: 'vou soltar uma bomba no cabaré e vai ser pedaço de puta pra todo lado'? Será que são esses trogloditas que chegam em casa depois de beber, cair e levantar e surram suas mulheres e abusam de suas filhas e enteadas?Por onde andam as mulheres que fizeram o movimento feminista, tão atuante nos anos 70 e 80, que não reagem contra essa onda musical grosseira e violenta? Se fazem alguma coisa, tem sido de forma muito discreta, pois leio os três jornais de maior circulação no Estado todos os dias, e nada encontro que questione tamanha barbárie. E boa parte dos meios de comunicação são coniventes, pois existe muito dinheiro e interesses envolvidos na disseminação dessas músicas de baixa qualidade. E não pensem que essaavalanche de mediocridade atinge apenas os menos favorecidos da base de nossa pirâmide social, e com menor grau de instrução escolar. Cansei de ver (e ouvir) jovens que estacionam onde bem entendem, escancaram a mala de seus carros exibindo, como pavões emplumamos, seus moderníssimos equipamentos de som e vídeo na execução exageradamente alta dos cd's e dvd's dessas bandas que se dizem de forró eletrônico. O que fazem os promotores de justiça, juizes, delegados que não coíbem, dentro de suas áreas de atuação, esses abusos?Quando Luiz Gonzaga e seus grandes parceiros, Humberto Teixeira e Zé Dantascriaram o forró, não imaginavam que depois de suas mortes essas bandas que hoje se multiplicam pelo Brasil praticassem um estelionato poético ao usarem o nome de forró para a música que fazem. O que esses conjuntos musicais praticam não é forró! O forró é inspirado na matriz poética do sertanejo; eles se inspiram numa matriz sexual chula! O forró é uma dança alegre e sensual; eles exibem uma coreografia explicitamente sexual! O forró é um gênero musical que agrega vários ritmos como o xote, o baião, o xaxado; eles criaram uma única pancada musical, que em absoluto, não corresponde aos ritmos do forró! E se apresentam como bandas de forró eletrônico! Na verdade, Elba Ramalho e o próprio Gonzaga já faziam o verdadeiro forró eletrônico, de qualidade, nos anos 80. Em contrapartida, o movimento do forró pé-de-serra deixa a desejar na produção de um forró de qualidade. Na maioria das vezes as letras são pouco criativas; tornaram-se reféns de uma mesma temática! Os arranjos executados são parecidos! Pouco se pesquisa no valioso e grande arquivo 'gonzaguiano'. A qualidade técnica e visual da maioria dos cds e dvds também deixa a desejar, e falta uma produção mais cuidadosa para as apresentações em geral. Da dança da garrafa de Carla Perez até os dias de hoje formou-se uma geração que seacostumou com o lixo musical! Não, meus amigos: não é conservadorismo, nemsaudosismo! Não é possível o novo sem os alicerces do velho! Que o digam Chico Science e o Cordel do Fogo Encantado, que inspirados nas nossas matrizes musicais, criaram um novo som para o mundo! Não é possível qualidade de vida plena com mediocridade cultural, intolerância, incitamento à violência sexual e ao alcoolismo! Escrevendo estas linhas, recordo de minha infância em Serra Talhada, ouvindo o mestre Moacir Santos e meu querido tio Edésio em seus encontros musicais, cada um com o seu sax em verdadeiros diálogos poéticos! Hoje são estrelas no céu de Pajeú das Flores! Eu quero o meu sertão de volta!