Por Eliakim Araujo
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
SUSPEITOS E INSUSPEITOS
Por Eliakim Araujo
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
O DEM, ex-PFL, ex-Arena, vai agonizando em público
Como agrupamento político que manteria a relevância, sempre colocavam o DEM, ex-PFL, ex-Arena, que sobreviveria por ser um partido com uma bandeira ideológica (conservadora) bem delimitada e, portanto, com um público a representar. Por exemplo, há deputados e senadores, críticos do sistema de combate à escravidão contemporânea no Brasil, que já receberam apoio de fazendeiro flagrado cometendo o crime. Na minha opinião, eles não receberam o apoio PARA defender essa bandeira mas POR defender essa bandeira, entre outras. O resultado poder ser o mesmo, mas é uma grande diferença.
De qualquer forma, esse antigo naco de sustentação da ditadura militar foi minguando, minguando, diminuindo em importância em eleitos no Executivo. E se não se agarrasse com todas as forças ao PSDB, hoje seria praticamente nada. Ou alguém acha que, sem a ajuda do seu padrinho José Serra, Kassab teria sido eleito prefeito de São Paulo?
Hoje, seu único governador, José Roberto Arruda (DF), está na corda bamba, aparecendo em vídeo recebendo pacote de dinheiro. Justifica que o objetivo era fazer a alegria dos pobres sem-panetone. Segundo a Polícia Federal, os recursos serviriam para pagar uma espécie de “mensalão do DEM”. Se esse fosse o único problema do partido, seria facilmente resolvido. Mas não é.
Temos visto alguns colunistas desesperados, que saem a público sem os devidos pudores e dão dicas ao DEM: olhe, não ataque o governador Serra; não aumente os impostos em São Paulo; não defenda o desmatamento tão perto da Cúpula de Copenhague; não critique desoneração tributária em móveis e eletrodomésticos, chamando sofá e geladeira de artigos de luxo, porque isso pega mal na véspera de eleição; cuidado com a demofobia; troque o coronelismo por uma outra forma de política… Mas como nem todo mundo ouve, vira e mexe aparece um parlamentar do partido atirando a esmo ou fazendo besteira. No final, o ato impensado fica registrado como mais uma tentativa de suicídio de um partido que trocou de nome mas não conseguiu se adaptar aos novos tempos.
A agonia pública de um partido deveria ser chorada pela perda de pluralidade política em uma democracia. Mas, tendo em vista a longa lista de serviços prestados à nação pelo DEM/PFL/Arena, não consigo derramar uma só gota.
Testemunha de acusação contra suspeito de assassinato de irmã Dorothy sofre atentado

Apesar de ainda não ter sido notificado sobre atentado, a assessoria do Ministério Público Federal (MPF) no Pará informou que Roniery participava das negociações envolvendo a área. Muitos detalhes sobre o atentado ainda precisam ser esclarecidos. Apenas a irmã Jane se dispôs a dar detalhes, a partir de conversas que teve com outras pessoas.
Para evitar novos atentados o nome do hospital não foi informado.
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Caetano atacou a desonestidade da Veja; O Globo fez que não ouviu
Jorge Bastos Moreno – Você tem muita inimizade dentro da música?
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Acelerada, economia do Nordeste atrai grandes empreendimentos
LULA ESTIMULA MAIS CONSUMO E PRODUTOS COMEÇAM A FALTAR
ROSILDO PROCURA ar-condicionado há 20 dias sem sucesso: "Quero pôr na saleta de televisão, para aliviar a tensão do calor" Acombinação de calor e dinheiro no bolso ou crédito na mão levou o carioca às compras. Em novembro, a venda de aparelhos de ar-condicionado e ventiladores chegou a triplicar e está difícil encontrar nas lojas condicionadores de ar para a pronta entrega. O calor atípico aumentou o consumo de sorvetes e bebidas e, em algumas sorveterias, tem ocorrido falta de sabores. A Coca-Cola Zero também sumiu das prateleiras por alguns dias. E mesmo produtos que não têm a ver com o calor estão em falta: alguns aparelhos de TV LCD e até modelos de automóveis, item que anteontem foi novamente beneficiado com uma prorrogação do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) reduzido. Fabricantes e varejistas estão traçando agora estratégias de emergência para atender a demanda atípica. - Estamos trabalhando a todo o vapor, em três turnos. Tínhamos previsões que este seria um verão muito longo e quente, com as temperaturas elevadas até abril. Mas muitas redes não nos deram ouvidos e sofreram com falta de estoque - afirma Adriano Oliveira, gerente de produtos da Arno. Embora o calor esteja castigando boa parte do Brasil, a falta de produtos é mais intensa no Rio. Na opinião de Armando Ennes do Valle Jr., diretor de relações institucionais da Whirlpool - das marcas Consul e Brastemp -isso se deve a uma característica do carioca, mais afeito ao ar-condicionado: - O Rio representa 40% do mercado brasileiro de ar-condicionado e este mercado é, de certa forma, imprevisível. Tivemos fins de semana no Rio em que o consumo triplicou. Ontem, nas lojas das principais redes varejistas no Centro do Rio, não havia aparelhos de ar-condicionado para pronta entrega. No Ponto Frio, era preciso esperar até dez dias. Nas Casas Bahia, não havia sequer previsão de novas remessas. Na Ricardo Eletro, apenas o ar-condicionado da marca chinesa Gree poderia ser levado na hora. Na Tele-Rio, uma remessa de dez unidades de condicionadores Electrolux chegou e acabou ontem mesmo. O comerciante Rosildo Costa tenta comprar um ar-condicionado há 20 dias, sem sucesso. Como mora na Região dos Lagos e trabalha no Rio, ele quer comprar o aparelho, colocar no carro e levar para casa. Mas não encontra opção para pronta entrega. - Quero pôr na saleta de televisão, para aliviar a tensão do calor. A falta de aparelhos de ar-condicionado se repete nas lojas on-line. No site do Ponto Frio, dos 28 modelos listados, 23 aparecem como esgotados. No endereço eletrônico da Ricardo Eletro, de 11 tipos de aparelhos, só dois estão disponíveis. O Grupo Pão de Açúcar - que controla o hipermercado Extra e a rede Ponto Frio - espera alta de 50% nas vendas de ventiladores e ar-condicionado em novembro e dezembro ante o mesmo período de 2008. Para atender a demanda carioca, a rede Ricardo Eletro está trazendo aparelhos de ar-condicionado e ventiladores de lojas de Minas Gerais e pediu a antecipação de entregas à indústria. - O calor veio muito forte e ninguém estava preparado, nem a indústria. Estamos dobrando nossas vendas - afirmou Rômulo Cunha, diretor de compras da rede. Horas extras para atender a demanda A Casa&Video viu suas vendas de ventiadores e ar-condicionado triplicarem neste mês. A rede reconhece que alguns modelos de ventiladores chegaram a se esgotar em algumas lojas, mas diz que o estoque vem sendo regularizado. Já a Casas Bahia afirmou que viveu um desequilíbrio de demanda, mas já regularizou a situação. Alberto Betrian, gerente-geral da Mallory, produtora de ventiladores, diz que sua fábrica opera perto da capacidade máxima: - Elevamos nossa produção em 15% e ficaremo neste patamar até o fim de janeiro. Estamos operando com quase 100% da capacidade. Com a temperatura mais alta, o consumo de sorvetes também aumentou. Na Sorvete Itália, a gerente de franquias Simone Vianna diz que a alta nas vendas foi de 40% desde a segunda quinzena de outubro. Um movimento que, segundo ela, é comum somente a partir de dezembro. - Estamos com horas extras em nossa fábrica para dar conta da demanda. Alguns produtos chegam a acabar nas lojas e é preciso fazer a rápida reposição. Paula Saboya, sócia da Mil Frutas, identificou alta nas vendas de 30%.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Bancos são as empresas mais lucrativas do Brasil
O segundo setor mais lucrativo com cinco empresas, é o de Petróleo e gás, com R$ 7,47 bilhões, sendo que a Petrobrás representa R$ 7,30 bilhões no setor. Trinta e oito empresas do setor de Energia colocam o setor na terceira posição, com R$ 4,61 Bilhões.
O lucro acumulado dos dois maiores setores - bancário e petróleo/gás - concentram 40,3% do total acumulado pelas 314 empresas estudadas, enquanto as 10 empresas mais lucrativas concentram 55% do lucro consolidado das empresas de capital aberto brasileiras.
A Petrobrás responde por 19,5% do lucro total, enquanto a Vale aparece em segundo lugar, com 8%. A terceira empresa mais bem colocada é o ItauUnibanco, com 6,1% do total.
A Ambev é a empresa mais lucrativa do setor de Alimentos e Bebidas, a CSN é a mais bem colocada no setor de Siderurgia e metalurgia, enquanto a Braskem lidera o setor Químico. Telesp lidera o setor de Telecom e a Cemig é a mais lucrativa no setor de Energia Elétrica.
Brasil pode perder até R$ 3,6 trilhões com mudanças climáticas
A economia brasileira poderá perder até R$ 3,6 trilhões nos próximos 40 anos em decorrência das mudanças climáticas, indica um estudo realizado por pesquisadores das principais instituições públicas e privadas do país.
Segundo o estudo Economia das Mudanças do Clima no Brasil, divulgado nesta quarta-feira, em 2050 o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro seria de entre R$ 15,3 trilhões e R$ 16 trilhões, caso não houvesse mudanças no clima.
Considerando-se o impacto das mudanças climáticas, esses montantes seriam reduzidos em entre 0,5% e 2,3%. Conforme o documento, as perdas ficariam entre R$ 719 bilhões e R$ 3,6 trilhões.
O estudo reuniu mais de 60 pesquisadores de 12 instituições e é inspirado no Relatório Stern, que fez uma análise econômica das mudanças climáticas em nível global.
Os autores abordam vários setores, como agricultura, energia, uso da terra e desmatamento, biodiversidade, recursos hídricos, zona costeira, migração e saúde.
Foram projetados dois cenários para o Brasil, que levaram em conta duas possíveis trajetórias do clima futuro desenvolvidas pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC).
Os pesquisadores afirmam que as trajetórias climáticas do IPCC são baseadas em hipóteses sobre o comportamento futuro da economia global. O estudo brasileiro tentou simular o comportamento futuro da economia brasileira com as mesmas hipóteses do IPCC para a economia global.
O cenário mais pessimista trabalha com a perspectiva de inação para conter as mudanças climáticas. O mais otimista leva em conta esforços de mitigação, que resultariam em ligeira melhora.
“Os dois cenários provam que é muito melhor antecipar essas mudanças, assumir políticas públicas de redução de emissões, que o setor produtivo se engaje na redução das emissões, que o Brasil reduza o desmatamento. Com tudo isso, estaremos reduzindo custos”, disse à BBC Brasil o coordenador do estudo, Jacques Marcovitch, professor da FEA/USP.
“Se demorarem a adotar essas ações, algumas condicionadas à negociação internacional, a tendência será de perda coletiva.”
Regiões vulneráveis
O documento indica que a Amazônia e o Nordeste seriam as regiões brasileiras mais vulneráveis às mudanças climáticas.
“Estima-se que as mudanças climáticas resultariam em redução de 40% da cobertura florestal na região sul-sudeste-leste da Amazônia, que será substituída pelo bioma savana”, diz o estudo.
No Nordeste, a redução de chuvas causaria perdas na agricultura e reduziria a capacidade de pastoreio de bovinos de corte.
Segundo o estudo, as modificações genéticas seriam alternativa para reduzir os impactos das mudanças climáticas na agricultura, o que exigiria investimentos em pesquisa da ordem de R$ 1 bilhão por ano.
No setor de energia, seria necessário instalar capacidade extra de geração, “de preferência com geração por gás natural, bagaço de cana e energia eólica”, com custo de entre US$ 51 bilhões e US$ 48 bilhões.
O documento estima ainda que as ações de gestão e políticas públicas na zona costeira somariam R$ 3,72 bilhões até 2050.
Além de analisar e quantificar os impactos das mudanças climáticas no desenvolvimento do país, também sugere ações para mitigar esses efeitos, como substituição de combustíveis fósseis e taxação de emissão de carbono, entre outras.
Os pesquisadores afirmam ainda que as políticas de proteção social devem ser reforçadas no Norte e no Nordeste, as regiões mais afetadas e também mais pobres do Brasil.
Também dizem que é possível associar metas ambiciosas de crescimento com redução de emissões e que é preciso garantir que a matriz energética brasileira se mantenha limpa e que o crescimento do PIB seja gerado também de forma limpa.
O estudo é divulgado a poucas semanas da Conferência da ONU sobre mudanças climáticas, que será realizada de 7 a 18 de dezembro, em Copenhague, na Dinamarca.
A reunião de Copenhague tem como objetivo fechar um novo acordo global sobre o clima para substituir o Protocolo de Kyoto, que expira em 2012.
"O Brasil já é reconhecido como um país que tem avançado na questão econômica e na questão social", diz o coordenador do estudo. "Agora, o que pode e deve fazer é completar esses dois reconhecimentos com um terceiro, pode ser líder nas políticas de desenvolvimento que incorporam a dimensão ambiental."
EUA TÊM 552 BANCOS PERTO DA FALÊNCIA, AFIRMA AGÊNCIA
O número de bancos considerados próximos da falência nos EUA chegou a 552 no terceiro trimestre, ante 416 no trimestre anterior, segundo a FDIC, órgão que garante depósitos bancários. É o maior número desde 1993. Pela primeira vez desde 1991 o fundo da FDIC ficou no vermelho (-US$ 8,2 bilhões). A FDIC cobre depósitos de até US$ 250 mil por cliente quando bancos fecham.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Emir Sader:Escolas latino-americanas, médicos do povo para o povo
