quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Sonho

Do Monitor Mercantil

O imigrante brasileiro gera 628 mil empregos, diretos e indiretos, nos Estados Unidos. Paga US$ 7,5 bilhões (cerca de R$ 14 bilhões) em impostos e contribui com US$ 58 bilhões (R$ 107 bilhões) para o Produto Interno Bruto norte-americano. As contas são de Alvaro Lima, economista e diretor de pesquisas da Prefeitura de Boston, um dos maiores ícones da nossa comunidade nos EUA.
Lima lançou o livro Brasileiros na América, em que mostra o sonho tupiniquim na terra das oportunidades. Segundo o Banco Interamericano de Desenvolvimento, as remessas de dinheiro enviadas ao Brasil contabilizavam, em 2006, R$ 2,7 bilhões.

Vai e volta

Alvaro Lima estima em 1,4 milhão o número de brasileiros vivendo na terra do Tio Sam, onde fica a maior colônia de brasileiros no exterior. Mesmo com a crise econômica, 75% do brasileiros nos EUA têm algum emprego, enquanto entre os próprios norte-americanos este índice fica em torno de 69%.
Cientista político, Alvaro Lima - que mora há 23 anos nos EUA - afirma que os imigrantes brasileiros, vistos por alguns setores conservadores como vilões, "são, na verdade, protagonistas de peso na economia estadunidense. Diferentemente de outras comunidades imigrantes, o brasileiro já vem para o país com preparo e experiência, sem necessidade de investimento do Estado para a criação de força de trabalho. Ao retornar ao Brasil, poupa também o pagamento de aposentadoria".

Canudo

Outro dado surpreendente registrado por Alvaro Lima: a proporção de brasileiros nos EUA com graduação é maior até do que a de norte-americanos e imigrantes de outras nações. São 19% de brasileiros nos EUA com diploma universitário, contra 18% da população de norte-americanos e 16% de outros países. No estudo, Lima registra que os brasileiros que aportam nos Estados Unidos são, em sua maioria, de classe média urbana. Situação bem diferenciada, por exemplo, da imigração mexicana - basicamente rural.
A idade média dos imigrantes brasileiros é de 35,8 anos; 51% são mulheres. O salário médio anual, em 2007, dos brasileiros que trabalham em tempo integral é de US$ 31.571; os norte-americanos recebem US$ 40.476.

Apoio

Abandonados por tantos anos, os brasileiros no exterior poderão comemorar a criação da Secretaria Nacional do Imigrante, que deve ocorrer no II Encontro de Estrangeiros no Mundo, de 14 a 16 de outubro, no Itamaraty (RJ). Está prevista a presença do presidente Lula na abertura.

Falências decretadas batem recorde do ano em setembro


Da Folha de S. Paulo

Micro e pequenas empresas, que representam 96,6% dos casos, puxam índice

O número de falências decretadas bateu o recorde do ano em setembro, puxado por micro e pequenas empresas, segundo a Serasa Experian.No mês passado, foram decretadas no país 89 falências de empresas -96,6% do total eram micro ou pequenas-, ante 66 em agosto.


Na análise do acumulado dos primeiros nove meses do ano, o levantamento verificou 627 decretos de falências (92,5% dos quais de micro e pequenas empresas), queda de 16,2% em relação a 2008.


As micros e pequenas representam 97,5% das empresas em atividade no país, de acordo com pesquisa de 2006 do Ministério do Trabalho.


O número de falências requeridas, por sua vez, atingiu o montante de 200 solicitações em setembro, com recuo de 4,8% ante agosto. Na análise mensal, o número de falências requeridas vem decrescendo desde maio, acompanhando a recuperação econômica.


Segundo os analistas da Serasa Experian, se as falências requeridas estavam sendo usadas como instrumento de cobrança, elas agora estão voltando à sua original finalidade, retornando aos patamares pré-crise. Já as falências decretadas ainda sobem, refletindo os pedidos feitos durante a crise.


Para os próximos meses, a expectativa é que a recuperação da economia, especialmente no último trimestre, diminua o número de falências.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Aumenta em 75% o número de doutores no serviço público

Do Jornal da Ciência
São quase 37 mil servidores com título de doutor, dos quais 10 mil são professores em universidades federais.
A Secretaria de Gestão (Seges) do Ministério do Planejamento fez um levantamento sobre a força de trabalho da administração pública federal desde 2003 e concluiu que aumentou em 75,4% no número de servidores do Poder Executivo com doutorado, livre-docência, PhD ou pós-doutorado, que passaram de 21 mil para 36,9 mil em maio de 2009, sendo que 10 mil do total são professores nas universidades federais.
O aumento na quantidade de doutores, segundo o estudo, reflete principalmente o empenho do governo federal em melhorar a qualidade do ensino e a quantidade de vagas nas universidades federais, que dobrou desde 2003, passando 113 mil para 227 mil este ano. Além disso, foram implantadas 12 novas universidades federais o que elevou o número de instituições do gênero para 55 espalhadas por todas as regiões do país.

MOMENTO CRÍTICO NO AFEGANISTÃO


Do Blog da Leila Cordeiro


Oito soldados norte-americanos e dois polciais afegãos morreram neste domingo depois de um feroz ataque dos talibãs que começou no sábado, na província de Nuristan, uma zona montanhosa na fronteira com o Paquistão. Esse foi o pior revés sofrido pelas tropas americanas desde 2008. O número de soldados estadunidenses mortos no Afeganistão está em 774, desde o início dos combates em 2001.


Os rebeldes atacaram com fogo cerrado de metralhadoras, granadas e morteiros, depois de cortarem as comunicações entre as bases militares americanas. No ataque final, no domingo, os guerrilheiros invadiram postos e sequestaram uns dez policiais locais. A situação está pra lá de complicada no Afeganistão. Os insurgentes tomaram conta de várias províncias e mais de cem são consideradas “de grande risco”, para as tropas da OTAN.


O General Stanley McCrystal, que assumiu o comando no Afeganistão em junho, está pedindo um reforço de mais 40 mil soldados. E já avisou que se a estratégia não mudar, os EUA podem amargar uma derrota no Afeganistão. Obama já pediu ao Pentágono para estudar uma nova estratégia para tentar mudar o rumo da guerra.

QUEM NUNCA SE VENDEU?

Do Direto da Redação

Por Claudio Lessa

Brasília (DF) - O tema da ética, transparência, honestidade, senso de comunidade e de todos os atos responsáveis praticados todos os dias, semanas, meses e anos por um conjunto de cidadãos que, em sua maioria, procura transformar positivamente o local em que vive – gerando desenvolvimento material, educação, segurança, saúde, lazer, senso de dignidade e abrindo oportunidades iguais para todos, enquanto estende a mão aos mais fracos, voltou às manchetes dos jornais esta semana.
Da Folha de São Paulo, veio a notícia: uma “pesquisa Datafolha feita em todo o país mostra que 13% dos brasileiros admitem já ter trocado seu voto por dinheiro, emprego ou presente. Esse percentual corresponde a cerca de 17 milhões de pessoas maiores de 16 anos em um universo de 132 milhões de eleitores. Ao mesmo tempo, 94% dos entrevistados veem como condenável a venda do voto, percentual idêntico ao dos que dizem ser errado pagar propina.”
Na terra do “É assim mesmo”, essa constatação/quantificação obtida de maneira científica passa longe de poder ser considerada impressionante. O Brasil é um país notoriamente corrupto, de comportamentos viciados, de cima para baixo, de trás para a frente, de um lado para outro. A grosso modo, o mesmo que condena é o mesmo que pratica.
Não, não se fala mais do Zé Mané que joga papel na calçada, ou latinha de cerveja da janela do seu carro em movimento. Desde os tempos do Sujismundo, o Zé Mané tem recebido uma doutrinação minimamente necessária para que se consiga acabar com esse tipo de comportamento e hoje está em franca minoria. No entanto, a peçonhenta combinação da mentalidade do “é assim mesmo” com a Síndrome da Subserviência – aquela que nega uma verdade universal, a de que todos nos limpamos do mesmo jeito – gera sensações inconfessáveis nas mentes dos brasileiros, sendo a pesquisa do Datafolha, acima, apenas uma ponta do iceberg.
O caso Toffoli é emblemático e ilustra bem o que quero dizer. No início, conhecidos meus achavam um absurdo que um sujeito reprovado duas vezes no concurso para juiz, com incestuosas ligações com o partido político no poder (sim, qualquer um é livre para se filiar a qualquer agremiação – mas nesse caso, a profundidade da associação tornava sua indicação no mínimo anti-ética), inexperiente, com trajetória advocatícia medíocre (e sempre alavancada pelo mesmo partido) fosse indicado para um assento no STF. A partir do momento em que sua candidatura se solidificou, os mesmos conhecidos já apelaram para saídas como “o STF é um tribunal meramente político”, ou... “como é que se vai contra um cara que vai ficar sentado lá durante mais de 30 anos?”
O caso Honduras é outra jóia. Um presidente direitista, latifundiário, eleito livremente, de nome Manuel Zelaya, resolve “rever suas posições” e adota o bufão Hugo Chavez como mentor. Ato contínuo, resolve mudar uma Constituição que proíbe, explicitamente, a reeleição. O plano não dá certo, e ele é deposto constitucionalmente. Em seu lugar, assume Roberto Michelleti com a função de terminar o mandato de Zelaya até as novas eleições, marcadas para novembro. Sem solavancos, nem acidentes de percurso. Aqui no Brasil, a macacada que faz claque para Chavez (Lulla, Celso Amorim, Top-Top Garcia, entre outros), ao lado dos energúmenos-oportunistas Morales, Ortega, Lugo et caterva – todos enfurecidos com o fracasso da cooptação de Zelaya para o bolivarianismo ensandencido – resolve dar suporte ao plano de Chavez de reinserir Zelaya no poder hondurenho da maneira mais amadora possível.
No Brasil, de um lado, um intenso bombardeio do governo sobre a mídia começa chamando Michelleti de “golpista” e ignora os trâmites legais observados ao pé da letra pelos três poderes em Tegucigalpa. Como toda histeria – principalmente as ideologicamente orientadas – chega ao fim, esse esgotamento inevitável deu lugar a mentes mais sensatas, como a de Dalmo Dallari que, de olho no texto constitucional hondurenho, concluiu que a queda (não necessariamente a expulsão de Zelaya vestido de pijamas) foi, de fato, perfeitamente justificada sob o ponto de vista jurídico.
De outro lado, no entanto, figurinhas como Celso Amorim – um dos pivôs dessa crise rocambolesca que deve estar fazendo o bufão Hugo Chavez se revirar no chão de Miraflores de tanto rir, até agora – demonstravam, com seu discurso, um estado de espírito muito próximo do insano. Absolutamente confuso ou descaradamente mentiroso, Amorim chegou a trocar as bolas num depoimento ao Senado quando mencionou a cronologia de eventos para justificar o apoio de sua diplomacia brancaleone a Zelaya.
Por fim, o caso Sarney, que dispensa apresentações. Mas vale a pena lembrar que, há mais de 65 dias, o jornal O Estado de São Paulo continua sob censura.

No Dia da Micro e Pequena Empresa, CEF libera R$ 20 bilhões

Por Kelly Oliveira

Em homenagem ao Dia da Micro e Pequena Empresa, comemorado nesta segunda-feira, 5 de outubro, a Caixa Econômica Federal disponibilizará R$ 20 bilhões para investimento no setor. Os recursos estão disponíveis a partir de hoje e poderão ser usados em linhas de capital de giro e antecipação de receitas até o final de dezembro deste ano.
Segundo a Caixa, até agosto deste ano, foram investidos R$ 18,24 bilhões em crédito para o setor, o que representa um crescimento de 16,85% em relação ao mesmo período do ano passado. A expectativa, portanto, é chegar aos R$ 38,24 bilhões até o fim de dezembro, 56% a mais que em 2008.
Com Agência Brasil

Olimpíadas 2016 - Rio de Janeiro


Por Patricia Montenegro


Esperei a poeira baixar um pouco para emitir a minha opinião sobre a vitória da cidade do Rio de Janeiro para sediar as Olimpíadas de 2016.

Talvez muitos estranhem a minha opinião e pensem até que não sou patriota e não amo o meu Brasil.

-Quero ressaltar que sou carioca, moro no Rio de Janeiro e por isso não é um bairrismo insano da minha parte

-Mas é justamente o inverso. Amo meu País e vejo diariamente as mazelas as quais ele está entregue.

O Rio de Janeiro é sem duvidas uma cidade belíssima em beleza natural. Porém isso não é suficiente. Para achar que pode ser sede um evento do tamanho de uma Olimpíada.

O que percebo é uma grande jogada política onde mais uma vez o povo é enganado e tem sua visão desviada da realidade.

-Ontem essa cidade ficou parada e caótica a espera de um evento que em nada acrescentará ao povo

-A nossa realidade? O Rio de Janeiro atualmente está completamente abandonado política e economicamente.

A violência aumentou barbaramente nos últimos meses. Sendo que nas ultimas semanas essa violência está rompendo as fronteiras das ruas e invadindo os lares.

-Lares esses já repletos de grades e cadeados

-Não existem mais lugares seguros. Não existem mais horários seguros. E quando precisamos não encontramos policiamento suficiente.

Confesso que hoje tenho medo de sair à rua porque não sei se voltarei.

Semana retrasada ao sair de casa na primeira esquina quase presenciei um assassinato. Quando passei um motociclista tinha sido assassinado ao reagir a um assalto.

Hoje se fico ‘presa’ em um congestionamento em um túnel fico apreensiva sem saber se é tão somente transito ou uma ação de bandidos para mais um arrastão.

Se uma motocicleta se aproxima fico em estado de alerta.

Isso não é vida. E sei que não é um problema isolado no Rio de Janeiro.

Mas uma cidade que pretende sediar um evento esportivo do porte de uma Olimpíada deve ter uma infra-estrutura mínina.

Hoje temos uma cidade sem transportes suficientes, sem postos de saúde, sem escolas, sem limpeza, violenta e corrupta.

- Será que vão querer realizar eventos na famosa ‘Cidade da Musica’ – obras paradas e abandonadas.

Queria acreditar que todo o dinheiro prometido para as famosas melhorias fossem realmente usado para isso. Mas não acredito mais. Não é o que nos mostra a nossa historia.

Agora passaremos seis anos com eventos, festas ao ar livre, comemorações etc. Tudo para mais uma vez desviar a atenção de um povo sofrido e carente em todos os sentidos.

Um povo em estado de alienação e anestesia.

O Rio de Janeiro apenas reflete a situação vivida e sentida no Brasil.

- Dominado pelo desemprego, corrupção e escândalos

-O Brasil tem muito ainda que crescer e aprender para querer sediar uma Olimpíada.

Mas o Rio de Janeiro ‘venceu’. Agora só resta esperar e ver no que vai dar.

Quero apenas dizer que não sou contra o esporte. Pelo contrario. Mas presenciei a ilusão que foram os jogos Pan Americanos.

Espero realmente estar enganada. E que o futuro me mostre isso.

Mas por enquanto não tenho porque comemorar a vitoria do Rio de Janeiro/Brasil para sediar as Olimpíadas de 2016.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

O mais novo patrimônio da humanidade


Do blog da Leila Cordeiro


Os argentinos estão comemorando. É que a Unesco declarou sua dança típica, o tango, Patrimônio Cultural "Imaterial" da Humanidade durante reunião nesta quarta-feira , em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos. A informação foi confirmada pela secretaria de cultura de Buenos Aires.
O tango é defendido há décadas como bem cultural nas capitais da Argentina e do Uruguai. Habitantes das duas cidades costumavam discutir onde o tango teria surgido primeiro, se em Buenos Aires ou em Montevidéu. Mas segundo historiadores argentinos, o tango nasceu nos prostíbulos , na Argentina, durante a imigração europeia, no início do século 20. Desde então, a arte é identificada como cultura das cidades do Rio da Prata. As letras das músicas, dizem os especialistas, falam da melancolia e da solidão dos que saíram, no passado, de países europeus para uma terra desconhecida.

Dinamarca: uma vergonha mundial!







Isso acontece ano após ano na Ilha Feroe na Dinamarca. Deste massacre participam principalmente jovens Por que? Para demonstrar que estes mesmo jovens já chegaram a uma idade adulta, estão maduros.
Em tal celebração, nada falta para a diversão.

TODOS PARTICIPAM DE UMA MANEIRA OU DE OUTRA, matando ou vendo a crueldade “apoiando-a como espectador”.

Cabe mencionar que o golfinho calderon, como quase todas as outras espécies de golfinhos, se aproxima do homem unicamente para interagir e brincar em gesto de pura amizade.

Eles não morrem instantaneamente, são cortados uma ou duas vezes com ganchos grossos.. Nesse momento os golfinhos produzem um som estridente bem parecido ao choro de um recém-nascido.
Mas sofre e não há compaixão até que este dócil ser se sangre lentamente e sofra com feridas enormes até perder a consciência e morrer no seu próprio sangue.

Finalmente estes heróis da ilha, agora são adultos racionais e direitos, já demonstraram sua maturidade.










De que prosperidade vivem falando?

Do blog do José Paulo Kupfer

Foi mínima a repercussão de uma entrevista da diretora executiva do Programa Alimentar Mundial (PAM), da ONU, Josette Sheeran, na quarta-feira, em Londres, à agência de notícias Reuters. Ela falou sobre o aumento da fome no mundo e o simultâneo encolhimento do fundo da ONU que fornece recursos para mitigar o problema. Ao mesmo tempo em que o número de famintos no planeta, com a crise global, passou, pela primeira vez, de 1 bilhão de seres humanos, o fundo emergencial bateu no nível mais baixo em 20 anos – só recebeu até agora US$ 2,6 bilhões dos US$ 6,7 bilhões previstos em seu orçamento para 2009.

Segundo Sheeran, seu programa mal dispõe de um terço da verba necessária para alimentar 10% do total de necessitados. “Para solucionar o problema da fome”, disse ela, “bastaria 0,01% do total aplicado pelos governos no socorro das economias afetadas pela crise financeira global”.

Não é só vergonhoso que, em pleno século XXI, um sexto da população mundial não tenha acesso aos meios para suprir a mais básica das necessidades humanas. É uma terrível prova de que algo vai muito mal com a Humanidade. É também indicação irrefutável de que, tanto quanto outros sistemas econômicos, o capitalismo está longe de assegurar o bem-estar universal, ainda que em bases mínimas – a certeza de que, ao acordar, todos os viventes terão um prato de comida.

O sistema capitalista tem sido o mais eficiente na geração de riquezas. Isso é fato, inclusive em relação aos alimentos. Não é de hoje que a produção de comida, em bases capitalistas, tem sido mais do que suficiente para atender às necessidades alimentares básicas dos seis bilhões de viventes da Terra. Mas o capitalismo e o “livre mercado” falham retumbantemente como mecanismo de distribuição de riquezas. Deixados inteiramente aos seus próprios desígnios, tendem ao monopólio e à concentração de renda. Os mais de 1 bilhão de seres afetados por uma fome sistêmica são a denúncia mais eloqüente dessa falha. Há produção de riquezas, mas não o devido acesso a elas.

Há quem, na defesa de sua ideologia, ainda que em meio a uma das maiores crises da história do capitalismo, encha o peito para louvar os períodos de prosperidade que o sistema vem propiciando. Mas, enquanto um sexto dos seres humanos não tiverem acesso cotidiano nem mesmo a um prato de comida, essa será uma louvação imprestável. Isso que louvam pode ser chamado de qualquer coisa, menos de prosperidade.