Os senadores Demóstenes Torres (DEM-GO) e Eduardo Suplicy (PT-SP) bateram boca hoje no plenário do Senado com posições divergentes sobre a decisão do ministro Tarso Genro (Justiça) de conceder refúgio político ao ex-militante italiano Cesare Battisti. A discussão teve início depois que Demóstenes reagiu ao discurso de Suplicy, favorável a Battisti. O democrata classificou o italiano de "traficante, guerrilheiro e assassino", o que irritou Suplicy. "Não há uma testemunha ocular de que ele tenha sido assassino. A prova balística mostrou que foi o pai, na luta com quatro pessoas, nenhuma das quais o Cesare Battisti, que atirou infelizmente no próprio filho, causando uma tragédia com a qual me solidarizo. Vossa Excelência faz diversas afirmações que não são verdadeira", disse o petista. Demóstenes, por sua vez, disse que o governo brasileiro "passou por cima da Justiça" do país ao conceder o refúgio. "Vossa Excelência está defendendo aqui um guerrilheiro", disse Demóstenes. "Estou defendendo a busca da verdade, o desvendar da verdade", afirmou Suplicy. Leia mais aqui.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
BIG BROTHER BRASIL
Do Observatório da Imprensa
Assim somos nós...
Por Artur Salles Lisboa de Oliveira em 3/2/2009
Erotismo explícito, quase avacalhado, falta total de conteúdo dos participantes e exposição de valores morais e éticos completamente questionáveis; por tais razões, o Big Brother Brasil não é recomendado por profissionais da área psicológica, psicanalista e psiquiátrica para crianças e adolescentes.
Os telespectadores, ao invés de se servirem de "carne humana" no conforto de suas casas, deveriam nutrir imensurável pesar na constatação que ali na casa está uma pequena amostra estatística do que se pode encontrar nas ruas, ou seja, indivíduos sem escrúpulos capazes de quaisquer atos por sua sobrevivência, mesmo quando esse conceito não signifique necessariamente continuar vivo, respirando.
Sobreviver, no BBB, não significa conquistar prêmios ou bens durante a estadia na casa com o intuito de bem aplicá-los ou de oferecer a entes queridos maiores confortos. A idéia do compartilhar se confronta diretamente com o grau de egoísmo que os participantes do programa carregam consigo, a ponto de não pensarem em pais, mães, irmãos e irmãs quando se expõem de forma violenta às câmeras, exibindo sua "carne" aos telespectadores em troca de favores, ou seja, de votos que façam com que sua ganância por um milhão de reais e outros prêmios continue possível. Ironicamente, os próprios parentes, daqueles mais explícitos, costumam se iludir com as câmeras da emissora e as promessas de trabalhos futuros para seus entes. É a sociedade da ilusão, das promessas e da imagem, em detrimento do trabalho e dos valores morais e éticos.
Egoísmo, vaidade e desmoralização
Quanto ao mito da ignorância intelectual daqueles que assistem o BBB, com certeza é uma falácia dizer que eles tiram notas mais baixas ou têm os piores salários ou estudam em instituições de ensino menos prestigiadas. A inteligência não está associada ao fato de se assistir ou não ao programa, apesar de ser comprovado que o interesse por conteúdos educativos estimula a capacidade raciocínio dos indivíduos. Podemos, sim, falar em ignorância explícita com fortes indicativos de vazio moral e ético – mesmo sendo boa parte da audiência composta por jovens de classe média e alta. Qualquer visita a fóruns de internet sobre o Big Brother Brasil deixará quaisquer pais, psicólogos, psicanalistas e psiquiatras estarrecidos com o grau de violência nas palavras dos jovens, que fazem dos participantes réus condenados às piores avacalhações. E chegamos a outra questão importante: os erros dos outros adiam ou simplesmente atrofiam a nossa percepção quanto aos nossos problemas.
Assistir à fórmula saturada do BBB de mulheres peladas na piscina e no chuveiro faz com que os jovens adentrem a ilusão fantasiosa da sociedade midiática, na qual não basta ser ou namorar alguém, mas o importante é, sim, se relacionar com aquele ou aquela que tem aquilo que despertam nos outros interesse. Naqueles instantes do programa, mesmo aquela modelo do corpo escultural parece acessível a todos e por ela todos estão lutando; tanto os de fora como os de dentro. A televisão é um mundo que todos cobiçam e o mundo exterior, das experiências reais, algo distante, preterido pela conveniência da televisão e da internet. A sociedade vigiada atrofia as reflexões, os questionamentos e o livre-pensar em prol da mediocridade daquilo que pode se ver e parecer ser. O BBB é o caminho mais curto para o egoísmo, a vaidade e a desmoralização dos indivíduos.
Assim somos nós...
Por Artur Salles Lisboa de Oliveira em 3/2/2009
Erotismo explícito, quase avacalhado, falta total de conteúdo dos participantes e exposição de valores morais e éticos completamente questionáveis; por tais razões, o Big Brother Brasil não é recomendado por profissionais da área psicológica, psicanalista e psiquiátrica para crianças e adolescentes.
Os telespectadores, ao invés de se servirem de "carne humana" no conforto de suas casas, deveriam nutrir imensurável pesar na constatação que ali na casa está uma pequena amostra estatística do que se pode encontrar nas ruas, ou seja, indivíduos sem escrúpulos capazes de quaisquer atos por sua sobrevivência, mesmo quando esse conceito não signifique necessariamente continuar vivo, respirando.
Sobreviver, no BBB, não significa conquistar prêmios ou bens durante a estadia na casa com o intuito de bem aplicá-los ou de oferecer a entes queridos maiores confortos. A idéia do compartilhar se confronta diretamente com o grau de egoísmo que os participantes do programa carregam consigo, a ponto de não pensarem em pais, mães, irmãos e irmãs quando se expõem de forma violenta às câmeras, exibindo sua "carne" aos telespectadores em troca de favores, ou seja, de votos que façam com que sua ganância por um milhão de reais e outros prêmios continue possível. Ironicamente, os próprios parentes, daqueles mais explícitos, costumam se iludir com as câmeras da emissora e as promessas de trabalhos futuros para seus entes. É a sociedade da ilusão, das promessas e da imagem, em detrimento do trabalho e dos valores morais e éticos.
Egoísmo, vaidade e desmoralização
Quanto ao mito da ignorância intelectual daqueles que assistem o BBB, com certeza é uma falácia dizer que eles tiram notas mais baixas ou têm os piores salários ou estudam em instituições de ensino menos prestigiadas. A inteligência não está associada ao fato de se assistir ou não ao programa, apesar de ser comprovado que o interesse por conteúdos educativos estimula a capacidade raciocínio dos indivíduos. Podemos, sim, falar em ignorância explícita com fortes indicativos de vazio moral e ético – mesmo sendo boa parte da audiência composta por jovens de classe média e alta. Qualquer visita a fóruns de internet sobre o Big Brother Brasil deixará quaisquer pais, psicólogos, psicanalistas e psiquiatras estarrecidos com o grau de violência nas palavras dos jovens, que fazem dos participantes réus condenados às piores avacalhações. E chegamos a outra questão importante: os erros dos outros adiam ou simplesmente atrofiam a nossa percepção quanto aos nossos problemas.
Assistir à fórmula saturada do BBB de mulheres peladas na piscina e no chuveiro faz com que os jovens adentrem a ilusão fantasiosa da sociedade midiática, na qual não basta ser ou namorar alguém, mas o importante é, sim, se relacionar com aquele ou aquela que tem aquilo que despertam nos outros interesse. Naqueles instantes do programa, mesmo aquela modelo do corpo escultural parece acessível a todos e por ela todos estão lutando; tanto os de fora como os de dentro. A televisão é um mundo que todos cobiçam e o mundo exterior, das experiências reais, algo distante, preterido pela conveniência da televisão e da internet. A sociedade vigiada atrofia as reflexões, os questionamentos e o livre-pensar em prol da mediocridade daquilo que pode se ver e parecer ser. O BBB é o caminho mais curto para o egoísmo, a vaidade e a desmoralização dos indivíduos.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
NOTÍCIAS DE BASTIDORES
Por Gustavo Bezerra
É lamentável a falta de informação sobre o rombo deixado pelo ex-prefeito José Augusto. Notícias de bastidores afirmam que ele deixou salários atrasados de vários setores (SAMU, Sispol, agentes de saúde), conta de energia atrasada do Conselho Tutelar, conta de energia atrasada do Hospital Municipal, conta de energia atrasada da casa de passagem, subvenção da banda atrasada, contas com fornecedores atrasadas, contas de calçamentos atrasadas etc.
São inúmeros débitos que estão deixando Toinho do Pará com a mão na cabeça. Infelizmente o seu silêncio se assemelha ao ditado popular “quem cala consente”. Alheio a tudo isso o promotor Hodir Flávio pediu o bloqueio do repasse do FPM para assegurar o pagamento dos salários atrasados.
É bom ver o ministério público agir em prol dos servidores, assim a sensação de impunidade diminui um pouco.
Muita água vai passar por baixo dessa ponte. Para o promotor tomar uma atitude dessa, ele precisou de informações sobre a situação financeira deixada pelo ex-prefeito José Augusto. A pergunta que fica é: quem passou essas informações para Dr. Hodir? Qual a intenção de quem passou essas informações?
A oposição promete esclarecer uma parte dessa intriga e comprovar quem passou as informações para a promotoria.
TRAIÇÃO?
Apesar do acordo firmado entre o ex-prefeito José Augusto e Toinho do Pará para não divulgar de que forma Toinho recebeu a situação financeira do município e ainda arrumar, livrar, camuflar as contas deixadas por José Augusto, o clima entre os dois não está dos melhores. O ex-prefeito se sentiu traído após a entrevista de Toinho na rádio logo após a posse, quando o prefeito falou sobre os salários atrasados.
Pessoas que José Augusto considerava como de sua confiança e que ficaram na prefeitura, hoje são consideradas traidoras. Outra coisa que está deixando o ex-prefeito chateado é a forma como os que ainda são leais a ele estão sendo escanteadas dentro da atual administração. Até quando José Augusto vai aguentar essa fritura?
COM A MÃO NA CABEÇA
É lamentável a falta de informação sobre o rombo deixado pelo ex-prefeito José Augusto. Notícias de bastidores afirmam que ele deixou salários atrasados de vários setores (SAMU, Sispol, agentes de saúde), conta de energia atrasada do Conselho Tutelar, conta de energia atrasada do Hospital Municipal, conta de energia atrasada da casa de passagem, subvenção da banda atrasada, contas com fornecedores atrasadas, contas de calçamentos atrasadas etc.
São inúmeros débitos que estão deixando Toinho do Pará com a mão na cabeça. Infelizmente o seu silêncio se assemelha ao ditado popular “quem cala consente”. Alheio a tudo isso o promotor Hodir Flávio pediu o bloqueio do repasse do FPM para assegurar o pagamento dos salários atrasados.
É bom ver o ministério público agir em prol dos servidores, assim a sensação de impunidade diminui um pouco.
Muita água vai passar por baixo dessa ponte. Para o promotor tomar uma atitude dessa, ele precisou de informações sobre a situação financeira deixada pelo ex-prefeito José Augusto. A pergunta que fica é: quem passou essas informações para Dr. Hodir? Qual a intenção de quem passou essas informações?
A oposição promete esclarecer uma parte dessa intriga e comprovar quem passou as informações para a promotoria.
TRAIÇÃO?
Apesar do acordo firmado entre o ex-prefeito José Augusto e Toinho do Pará para não divulgar de que forma Toinho recebeu a situação financeira do município e ainda arrumar, livrar, camuflar as contas deixadas por José Augusto, o clima entre os dois não está dos melhores. O ex-prefeito se sentiu traído após a entrevista de Toinho na rádio logo após a posse, quando o prefeito falou sobre os salários atrasados.
Pessoas que José Augusto considerava como de sua confiança e que ficaram na prefeitura, hoje são consideradas traidoras. Outra coisa que está deixando o ex-prefeito chateado é a forma como os que ainda são leais a ele estão sendo escanteadas dentro da atual administração. Até quando José Augusto vai aguentar essa fritura?
MPPE pede bloqueio das contas de Tupanatinga e Santa Cruz do Capibaribe
Do site do MPPE
Os promotores de Justiça de Santa Cruz do Capibaribe, Hodir Flávio Guerra, e o de Tupanatinga, José Francisco Basílio, ajuizaram, nesta sexta-feira (30), Ação Civil Pública pedindo o bloqueio do repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), a fim de assegurar o pagamento dos salários dos servidores.
De acordo com o promotor Hodir Flávio, em Santa Cruz do Capibaribe, os salários dos últimos meses do ano de 2008 não foram pagos. Já em Tupanatinga, os de novembro e dezembro. “Após a prefeitura ter sido indagada a respeito do pagamento dos salários, recebemos a resposta que seria pago dependendo da disponibilidade financeira. Entendeu o MPPE que os servidores não podem ficar esperando a boa vontade do município para pagar os salários, que são verbas alimentares”, explicou Hodir Flávio.
Parte superior do formulário
Despacho - O Juiz Gleydson Gleber, em exercício cumulativo, analisou o pedido do Ministério Público de Pernambuco e mandou intimar o município de Santa Cruz do Capibaribe. O prefeito da cidade terá 72 horas para enviar a relação dos servidores municipais e os valores devidos. Além disso, deverá divulgar um cronograma de pagamento dos servidores. Caso o prefeito não cumpra as recomendações, o juiz deverá pedir o bloqueio do repasse no valor da dívida com os servidores. O caso de Tupanatinga ainda não foi avaliado pela Justiça.
De acordo com o promotor Hodir Flávio, em Santa Cruz do Capibaribe, os salários dos últimos meses do ano de 2008 não foram pagos. Já em Tupanatinga, os de novembro e dezembro. “Após a prefeitura ter sido indagada a respeito do pagamento dos salários, recebemos a resposta que seria pago dependendo da disponibilidade financeira. Entendeu o MPPE que os servidores não podem ficar esperando a boa vontade do município para pagar os salários, que são verbas alimentares”, explicou Hodir Flávio.
Parte superior do formulário
Despacho - O Juiz Gleydson Gleber, em exercício cumulativo, analisou o pedido do Ministério Público de Pernambuco e mandou intimar o município de Santa Cruz do Capibaribe. O prefeito da cidade terá 72 horas para enviar a relação dos servidores municipais e os valores devidos. Além disso, deverá divulgar um cronograma de pagamento dos servidores. Caso o prefeito não cumpra as recomendações, o juiz deverá pedir o bloqueio do repasse no valor da dívida com os servidores. O caso de Tupanatinga ainda não foi avaliado pela Justiça.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Doação
Do Blog da CDL
A CDL - Santa Cruz do Capibaribe, ontem, 29, doou um computador e uma impressora a Delegacia de Polícia de Santa Cruz do Capibaribe, que tem como responsável o Delegado de Polícia o Sr. Márcio Cruz. A doação foi feita com o intuito de contribuir na agilidade dos atendimentos burocráticos internos da Delegacia no município.
O povo nem se toca
Por Pedro Porfírio
O povo nem se toca com essa briga típica de uma corte deslumbrada. Mas não é pra menos. O povo mesmo não se toca nem com as grandes decisões, tal o alcance profundo do vírus da alienação. Prefere ligar-se às futricas do “Big Brother”, para o qual contribuiu com 29 milhões de ligações só no primeiro “paredão”, o que, como observou o competente jornalista José Nêumanne Pinto, proporcionou a arrecadação de R$ 8 milhões e 700 mil só na primeira das 17 eliminações programadas.
Parlamentares caros
Do Tribuna da Imprensa
Por Pedro Porfírio
Por Pedro Porfírio
Foi o que demonstrou um levantamento da organização Transparência Brasil realizado em 2007: “Com um orçamento de R$ 6.068.072.181,00 para 2007, o Congresso brasileiro (compreendendo Câmara dos Deputados e Senado Federal) gasta R$ 11.545,04 por minuto. Só é superado pelo dos Estados Unidos, sendo quase o triplo do orçamento da Assembléia Nacional francesa. O mandato de cada um dos 513 deputados federais custa R$ 6,6 milhões por ano. No Senado, o mandato de cada um de seus 81 integrantes custa quase cinco vezes mais, R$ 33,1 milhões por ano”.
Seis anos de atraso
Do Tribuna da Imprensa
Por Carlos Chagas
Por Carlos Chagas
No Fórum Social Mundial realizado em Belém do Pará, a multidão aplaudiu o presidente Lula e exigiu medida provisória proibindo as empresas de continuarem com as demissões em massa. Sonho de noite de verão, pois nem as medidas provisórias dispõem dessa prerrogativa e nem o presidente Lula parece disposto a esse desafio diante das empresas.
A oportunidade aconteceu seis anos atrás, quando o governo do PT tomou posse e alguns companheiros, esquecidos de ler a “Carta aos Brasileiros”, imaginaram a nova administração capaz de contestar o neoliberalismo e empreender mudanças de vulto no sistema econômico e social. Dispusesse o presidente Lula de coragem para mudar, naqueles idos, e teria aceitado a proposta de parte dos companheiros para iniciar seu primeiro mandato rachando o sistema implantado pelo antecessor, de submissão às forças do mercado. Ninguém impediria, no calor da vitória, a aprovação de iniciativa enquadrando o andar de cima pela proibição de demissões, ao menos por certo período.
Como o governo comprometeu-se com o modelo que até hoje nos assola e fez a alegria dos banqueiros e da plutocracia econômica, a oportunidade saiu pelo ralo. Agora, em meio à crise e às demissões em massa, o máximo que o governo Lula pode fazer é apelar inutilmente para a preservação dos empregos. Nem vingou a proposta do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, para que o Tesouro Nacional só venha a ajudar empresas que se comprometerem a não demitir...
A oportunidade aconteceu seis anos atrás, quando o governo do PT tomou posse e alguns companheiros, esquecidos de ler a “Carta aos Brasileiros”, imaginaram a nova administração capaz de contestar o neoliberalismo e empreender mudanças de vulto no sistema econômico e social. Dispusesse o presidente Lula de coragem para mudar, naqueles idos, e teria aceitado a proposta de parte dos companheiros para iniciar seu primeiro mandato rachando o sistema implantado pelo antecessor, de submissão às forças do mercado. Ninguém impediria, no calor da vitória, a aprovação de iniciativa enquadrando o andar de cima pela proibição de demissões, ao menos por certo período.
Como o governo comprometeu-se com o modelo que até hoje nos assola e fez a alegria dos banqueiros e da plutocracia econômica, a oportunidade saiu pelo ralo. Agora, em meio à crise e às demissões em massa, o máximo que o governo Lula pode fazer é apelar inutilmente para a preservação dos empregos. Nem vingou a proposta do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, para que o Tesouro Nacional só venha a ajudar empresas que se comprometerem a não demitir...
Quem enfrentará Eduardo?
Do blog Acerto de Contas
Os jornais locais têm gasto muito papel inutilmente discutindo quem será o candidato da antiga União por Pernambuco (PMDB/PSDB/DEM) que enfrentará o governador Eduardo Campos (PSB) em 2010. Sérgio Guerra? Jarbas Vasconcelos? Raul Henry? Mendonça Filho? Falaram até em Marco Maciel e Roberto Magalhães (pelo amor de Deus!). Ora, por favor, pode ser qualquer um deles. Ou nenhum. Tudo depende…
Depende de como Eduardo chegar em 2010. Hoje, as pesquisas encomendadas pelo Palácio do Campo das Princesas dão aprovação de 83%. O governador já enfrentou uma grave crise na Saúde (demissão dos médicos) e enfrenta o eterno problema da segurança pública. Mesmo assim os índices de popularidade não caem.
E por que não caem?
Não caem devido ao clima de otimismo que ainda persiste no imaginário da população local. A esperança que os tais investimentos estruturadores (refinaria, pólo de poliéster, pólo farmacoquímico) finalmente virem realidade. Só que esse otimismo não vai durar para sempre.
Se a crise financeira se instalar com força no Brasil (Deus queira que não) o mar de rosas em que vive os partidos da base aliada de Lula (incluso o PSB de Eduardo) vai enfrentar muito mais que uma marolinha.
Uma crise séria pode fazer a provável candidatura de José Serra (PSDB-SP) decolar e aniquilar o projeto petista com Dilma Roussef.
Nesse cenário, todo mundo vai querer ser candidato. Jarbas, Mendonça, Raul… Até Marco Maciel vai querer ressucitar.
Mas, se a crise for uma marolinha, vocês acham que Jarbas vai querer macular seu currículo com uma derrota para Eduardo? Duvido. E Raul Henry vai queimar-se com duas derrotas seguidas, podendo ser um pouco mais paciente e encarar a prefeitura do Recife em 2012? Improvável.
Tenhamos paciência. Na política, o tempo é senhor de tudo.
Depende de como Eduardo chegar em 2010. Hoje, as pesquisas encomendadas pelo Palácio do Campo das Princesas dão aprovação de 83%. O governador já enfrentou uma grave crise na Saúde (demissão dos médicos) e enfrenta o eterno problema da segurança pública. Mesmo assim os índices de popularidade não caem.
E por que não caem?
Não caem devido ao clima de otimismo que ainda persiste no imaginário da população local. A esperança que os tais investimentos estruturadores (refinaria, pólo de poliéster, pólo farmacoquímico) finalmente virem realidade. Só que esse otimismo não vai durar para sempre.
Se a crise financeira se instalar com força no Brasil (Deus queira que não) o mar de rosas em que vive os partidos da base aliada de Lula (incluso o PSB de Eduardo) vai enfrentar muito mais que uma marolinha.
Uma crise séria pode fazer a provável candidatura de José Serra (PSDB-SP) decolar e aniquilar o projeto petista com Dilma Roussef.
Nesse cenário, todo mundo vai querer ser candidato. Jarbas, Mendonça, Raul… Até Marco Maciel vai querer ressucitar.
Mas, se a crise for uma marolinha, vocês acham que Jarbas vai querer macular seu currículo com uma derrota para Eduardo? Duvido. E Raul Henry vai queimar-se com duas derrotas seguidas, podendo ser um pouco mais paciente e encarar a prefeitura do Recife em 2012? Improvável.
Tenhamos paciência. Na política, o tempo é senhor de tudo.
É a largada para a sucessão presidencial
Do blog do Magno
A corrida presidencial de 2010 começará para valer hoje, com a eleição dos novos presidentes da Câmara e do Senado. E quem larga na frente, com a tradicional força, é o PMDB. Justamente o PMDB do senador José Sarney que disputa a presidência do Senado com o petista Tião Viana. Qualquer que seja o resultado da briga entre aliados na sucessão do Senado, quem vai ter de administrar o estrago na base governista a partir de hoje é o Palácio do Planalto. Por isso, mais do que com as eleições, o governo se preocupa mesmo com o dias que virão.O principal presidenciável do PSDB, o governador de São Paulo, José Serra, apóia Michel Temer (SP) para a Câmara, mas, no Senado, optou pelo petista Tião Viana, em vez de ficar com Sarney. Se na Câmara Temer é o grande favorito, na briga pela sucessão no Senado, Sarney ainda estaria levando pequena vantagem.Amigo e aliado de Sarney e correligionário de Viana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva avisou aos dois que se manteria neutro na disputa e que não haveria compensação do governo para o eventual derrotado. Na prática, porém, Lula se queixou do lançamento da candidatura de Sarney na última hora, o que rachou a base. (O DIA)
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