terça-feira, 20 de janeiro de 2009

COLUNA

Noticias de Bastidores
Por Gustavo Bezerra


É DESMANTELO!

Não, não é outra campanha milionária do nobre vereador. Desmantelo é a situação financeira que o prefeito Toinho do Pará recebeu do ex-prefeito José Augusto. É salário atrasado, ameaça de demissão em massa dos médicos no Hospital Municipal, prefeitura inchada com mais de 1800 funcionários, obras inacabadas, cidade esburacada etc

DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS?

No final do governo Ernando Silvestre, os vereadores da oposição, que logo viraram situação, com a vitória de José Augusto, descerem a madeira em Ernando por cauda dos salários atrasados deixado por ele. Será que os vereadores, que ainda hoje continuam situação e que sempre se gabavam de não atrasarem salários terão coragem de descerem a ripa no ex-prefeito José Augusto?

CHAMEM UM MATEMÁTICO

A receita de dezembro para o município foi algo em torno de R$ 4.936.000,00 e estima-se que a folha salarial é algo em torno de R$ 1.300.000,00 a R$ 1.500.000,00, portanto, sobra entre R$ 3.636.000,00 a R$ 3.436,00. Alguém poderia explicar o que aconteceu com essa sobra e com mais o que não foi pago ao funcionalismo público?

ALGUNS MESES DE CRÉDITO

Com tamanho desmantelo é preciso que se dê alguns meses de crédito para que o prefeito Toinho do Pará arrume a cozinha. A questão é: Toinho vai trabalhar nessa mesma linha do ex-prefeito com a prefeitura inchada e tentando livrar José Augusto da Lei de Responsabilidade Fiscal ou o seu governo terá outra cara, com transparência administrativa e funcionalismo enxuto?

INDIFERENÇA HUMANA

Na primeira noite, eles se aproximam e colhem uma flor de nosso jardim. E não dizemos nada.Na segunda noite, já não se escondem, pisam as flores, matam nosso cão. E não dizemos nada.Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada. No Caminho com Maiakovski - Eduardo Alves da Costa


Primeiro levaram os negros mas não me importei com isso, eu não era negro. Em seguida levaram alguns operários mas não me importei com isso, eu também não era operário. Depois prenderam os miserávei mas não me importei com isso porque eu não sou miserável.
Depois agarraram uns desempregados mas como tenho emprego também não me importei...
Agora levam-me a mim mas já é tarde.Como eu não me importei com ninguém, ninguém se importa comigo.
Bertold Brecht (1898-1956)


Um dia vieram e levaram o meu vizinho que era judeu.Como não sou judeu, não me incomodei.No dia seguinte, vieram e levaram o meu outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei .
No terceiro dia vieram e levaram o meu vizinho católico.Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia, vieram e levaram-me. Já não havia mais ninguém para reclamar...
Martin Niemöller, 1933 - símbolo da resistência aos nazistas.










Tem rapariga aí?

Matéria de José Teles do JC online, do dia 7 de maio, com colaboração do amigo Alvibar Pedrosa.

Diante de uma platéia de milhares de pessoas, quase todas muito jovens, pelo menos um terço de adolescentes, o vocalista da banda que se diz de forró utiliza uma de suas palavras prediletas (dele só não, e todas bandas do gênero). As outras são 'gaia', 'cabaré', e bebida em geral, com ênfase na cachaça.
Esta cena aconteceu no ano passado, numa das cidades de destaque do agreste (mas se repete em qualquer uma onde estas bandas se apresentam). Nos anos 70, e provavelmente ainda nos anos 80, o vocalista teria dificuldades em deixar a cidade.
O secretário de cultura Ariano Suassuna foi bastante criticado, numa aula-espetáculo, no ano passado, por ter malhando uma música da banda Calipso, que ele achava (deve continuar achando, claro) de mau gosto. Vai daí que mostraram a ele algumas letras das bandas de 'forró', e Ariano exclamou: 'Eita que é pior do que eu pensava'. Do que ele, e muito mais gente jamais imaginou.
Pruma matéria que escrevi no São João passado baixei algumas músicas bem representativas destas bandas. Não vou nem citar letras, porque este jornal é visto por leitores virtuais de família. Mas me arrisco a dizer alguns títulos, vamos lá: Calcinha no chão (Caviar com Rapadura), Zé Priquito (Duquinha), Fiel a putaria (Felipão Forró Moral), Chefe do puteiro (Aviões do forró), Mulher roleira (Saia Rodada), Mulher roleira a resposta (Forró Real), Chico Rola (Bonde do Forró), Banho de língua (Solteirões do Forró), Vou dá-lhe de cano de ferro (Forró Chacal), Dinheiro na mão, calcinha no chão (Saia Rodada), Sou viciado em putaria (Ferro na Boneca), Abre as pernas e dê uma sentadinha (Gaviões do forró),
Tapa na cara, puxão no cabelo (Swing do forró). Esta é uma pequeníssima lista do repertório das bandas. Porém o culpado desta 'desculhambação' não é culpa exatamente das bandas, ou dos empresários que as financiam, já que na grande parte delas, cantores, músicos e bailarinos são meros empregados do cara que investe no grupo. O buraco é mais embaixo. E aí faço um paralelo com o turbo folk, um subgênero musical que surgiu na antiga Iugoslávia, quando o país estava esfacelando-se. Dilacerado por guerras étnicas, em pleno governo do tresloucado Slobodan Milosevic surgiu o turbo folk, mistura de pop, com música regional sérvia e oriental. As estrelas da turbo folk vestiam-se como se vestem as vocalistas das bandas de 'forró', parafraseando Luiz Gonzaga, as blusas terminavam muito cedo, as saias e shortes começavam muito tarde. Numa entrevista ao jornal inglês The Guardian, o diretor do Centro de Estudos alternativos de Belgrado. Milan Nikolic, afirmou, em 2003, que o regime Milosevic incentivou uma música que destruiu o bom-gosto e relevou o primitivismo estético,. Pior, o glamur, afacilidade estética, pegou em cheio uma juventude que perdeu a crença nos políticos, nos valores morais de uma sociedade dominada pela máfia, que, por sua vez, dominava o governo.
Aqui o que se autodenomina 'forró estilizado' continua de vento em popa. Tomou o lugar do forró autêntico nos principais arraiais juninos do Nordeste. Sem falso moralismo, nem elitismo, um fenômeno lamentável, e merecedor de maior atenção. Quando um vocalista de uma banda de música popular, em plena praça pública, de uma grande cidade, com presença de autoridades competentes (e suas respectivas patroas) pergunta se tem 'rapariga na platéia', alguma coisa está fora de ordem. Quando canta uma canção (canção ?!!!) que tem como tema uma transa de uma moça com dois rapazes (ao mesmo tempo), e o refrão é 'É vou dá-lhe de cano de ferro/e toma cano de ferro!', alguma coisa está muito doente. Sem esquecer que uma juventude cuja cabeça é feita por tal tipo de música é a que vai tomar as rédeas do poder daqui a alguns poucos anos.

E agora?

Do site Divane Carvalho
Diz um dos mandamentos da política que não se deve nomear quem não se pode demitir. Dito assim pode até parecer que é só uma frase de efeito. Bem construída, é verdade, mas uma entre tantas premissas que nem sempre são verdadeiras.. Não é não. Foi exatamente por ignorar esse ensinamento que Eduardo Campos se encontra, agora, de mãos atadas, para fazer mudanças na Secretaria de Saúde por ter nomeado como secretário seu vice, João Lyra Neto, que até agora não conseguiu resolver o básico do setor para atender a população. Pensando bem, o governador está no mato sem cachorro, como se diz, pois se resolver mudar o secretário da Saúde será admitir o fracasso do vice-governador. E deixar do jeito que está para ver como é que fica, convenhamos, é uma temeridade. Pois a situação continua grave, os médicos insatisfeitos, a população penando com a falta de médicos e vagas nos hospitais e Eduardo Campos engessado.

Se arrependimento matasse...

Do site de Divane Carvalho


Os entendidos em Jarbas Vasconcelos (PMDB) garantem: ele pensa seriamente em disputar outra vez o governo de Pernambuco porque morre de saudades do poder. E também porque está convencido de que, se a oposição não for à luta e colocar um candidato para enfrentar o neto de Arraes, Eduardo Campos continuará sendo o manda-chuva ainda por um bom tempo. Jarbas Vasconcelos já teria confessado a alguns amigos mais próximos que se arrependeu de não ter disputado a Prefeitura do Recife, no ano passado, quando foi derrotado três vezes: com Mendonça Filho (DEM), com Raul Henry (PMDB) e com Cadoca (PSC), que apesar de ter mudado de partido sempre foi identificado como um jarbista doente. Mas se o candidato fosse ele, acredita, teria derrotado João da Costa (PT) com o apoio dos três candidatos. Mesmo sabendo que não será fácil disputar a eleição com Eduardo Campos, Jarbas Vasconcelos parece disposto a enfrentar qualquer sacrifício para voltar ao poder. Afinal, depois de quase 20 anos entre Prefeitura do Recife e Governo do Estado, mandando e desmandando, deve achar horrível ser 'apenas' um senador.
E enquanto não chega a hora de anunciar a candidatura, vai continuar incentivando o ex-prefeito do Recife e amigo João Paulo (PT) a pegar no pé do governador. Uma hora se comportanto como virtual candidato ao governo, outra como pré-candidato a senador. Um jogo que Eduardo Campos certamente já notou. Mas faz de conta que não sabe de nada.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

VEREADORES AUMENTAM SEUS SALÁRIOS EM 76,5% E, ACHANDO POUCO, CRIAM O 13º SALÁRIO


Os vereadores que terminaram a legislatura passada aumentaram em 76,5% os salários da nova legislatura. No final dos quatro anos de cada legislatura os vereadores votam o aumento salarial da próxima. Portanto, de acordo com o Projeto de Lei de nº 019/2008, no dia 14 de agosto de 2008, o subsídio mensal dos novos vereadores foi aprovado para a legislatura 2009/2012, onde cada vereador receberá R$ 6.000,00.
Lamentavelmente, os nobres vereadores legislaram em causa própria e passaram de R$ 3.400,00 para R$ 6.000,00, aumentando em aproximadamente 76,5% seus salários.
Imagine você leitor que a inflação dos últimos quatro anos foi de 28,0%.
O pior dessa notícia vem agora: achando pouco o aumento salarial, CRIARAM O 13º, e assim, no final de cada ano, cada vereador embolsará mais R$ 6.000,00 de 13º, pelo trabalho pesado prestado a nossa cidade.


PREFEITO, VICE-PREFEITO E SECRETÁRIOS RECEBEM AUMENTO TAMBÉM

Os vereadores também votaram o aumento para prefeito, vice-prefeito e secretários para o período 2009/2012. Os percentuais foram menores, e o salário do prefeito passou de R$ 9.000,00 para R$ 12.000,00, variação aproximadamente de 33,4%; o vice-prefeito passou de R$ 4.500,00 para R$ 6.000,00, variação aproximadamente de 33,4% e secretários que passou de R$ 3.000,00 para R$ 4.500,00, portanto, variação de 50% a mais para os secretários.

A ROSA DA PALESTINA




Por Urariano Mota




Um poema de Vinícius ordena, suplica que "Pensem nas crianças mudas telepáticas. Pensem nas meninas cegas inexatas. Pensem nas mulheres rotas alteradas. Pensem nas feridas como rosas cálidas...". É esse poema, A Rosa de Hiroxima, é essa talha em versos que ordena, que resiste e insiste em nossa memória, quando vemos a foto de Somaeah Hassan, de 6 anos, abatida na faixa de Gaza. Essa flor fuzilada, entre gazes, olhinhos semicerrados, é a própria Rosa da Palestina. Contenhamos a velocidade da mão, refreemos a velocidade da escrita, represemos o fluxo da leitura. Pedimos uma pausa no caleidoscópio, nas luzes fugazes, frívolas, vulgares do incessante ir e vir do noticiário de todos os dias. Somaeah Hassan está morta. Calma, buldogues, fechem suas bocas, canos quentes de balas, suspendam a digitação, noticiaristas, segurem por um instante a divulgação do mais quente e recente escândalo. Porque o escândalo já está feito: Somaeah Hassan está morta. Na foto, seus olhinhos se negam a compreender o horror das balas que a levantaram do chão de refugiados de Rafah. Negaram-se é maneira de dizer. São incapazes, nos seus 6 anos. Mais tempo houvesse, mais vida, outra vida tivesse, Somaeah compreenderia e se negaria a compreender o horror maior do seu povo cercado como cães raivosos. E a raiva, em cães, se abate. Mas a raiva, em gente feita cão, não se abate - apenas cresce, quando a crianças como Hassan abatem.


O DVD de Dominguinhos

Por Bruno Bezerra

Sábado, 13 de dezembro de 2008, o dia do forró, o dia do aniversário de Luiz Gonzaga, um final de semana com show da rainha do pop mundial Madonna no Rio. Já em Fazenda Nova, no coração do agreste pernambucano, no maior teatro ao ar livre do mundo, gravação do primeiro DVD do mestre Dominguinhos. Cabe até rima: Enquanto no Rio tem Madonna, em Fazenda Nova tem Dominguinhos e sua sanfona. E eu lá... com direito a lua cheia, com Renato Teixeira cantando romaria, e como se fosse pouco, ainda teve participações de Jorge de Altinho, Valdones (sanfoneiro bom da gotá, daqueles que bota até o cão pra dançar) e mais Elba Ramalho e Cezinha... deixando a noite muito mais arretada. Aqui no blog compartilho um pouco com vocês esse momento, deixo um vídeo (de celular) e uma foto (de celular também), uma pequena amostra do que vem por aí no DVD de Dominguinhos. Isso não foi apenas um show, foi um presente de Papai Noel, um Papai Noel de chapéu de couro e gibão.

Bethânia rasga seda para o Carnaval


Quase dois anos após abrir o Carnaval do Recife, Maria Bethânia fez declaração de amor à folia local no número de estréia da revista Zé, que chega às bancas do País este mês. Diz a diva: “Fico impressionada com o Recife. Recife me comove profundamente. Acho que desses Estados, em relação à arte, cultura e tradição, PE tem feito um trabalho amoroso e incessante. Quando fui lá, pensei: ‘eu não gosto mais de Carnaval’. O que vou fazer aqui?’ Nunca tinha visto o Carnaval do Recife. Cheguei e vi um Luiz Gonzaga de 3 metros e minhas lágrimas já começaram a cair. Depois Manoel Bandeira e todos... Lá não tem dono! São as pessoas. Isso é que é lindo!”. Aguardamos o depoimento do irmão, Caetano, que pode vir este ano.

Jornal do Commercio - Entrevista com Carlos Wilson

" A gente tem que entender que uma coisa é engolir Lula. A elite engole. Agora não engole o PT."

" Eles (do PSDB) vão se juntar e com muito mais competência, com muito mais força, com muito mais estrutura do que a gente. E com um candidato (Serra) muito forte, muito viável, com uma imagem extremamente positiva."

"Essa aliança de sustentação do governo é a mais fajuta que conheço."

"A burguesia investiu na ignorância de Lula, no despreparo intelectual dele, sendo que ele é o mais preparado de todos os brasileiros, e a burguesia foi surpreendida."